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Ex-presidente do Peru dispara sobre si próprio antes de a polícia o deter

Alan García foi transportado de urgência para o hospital, mas desconhece-se o seu estado de saúde. Ia ser detido por alegados crimes de corrupção relacionados com o caso da construtora brasileira Odebrecht.

Ex-presidente do Peru dispara sobre si próprio antes de a polícia o deter

O antigo presidente peruano disparou sobre o seu pescoço quando a polícia chegou para o deter em casa. Segundo o jornal Metro, que cita a imprensa peruana, Alan García, de 69 anos, foi transportado para o hospital, mas desconhece-se o seu estado de saúde.

A tentativa de suicídio ocorreu quando agentes da Divisão de Investigação Criminal de Alta Complexidade foram a casa de Alan García - sobre o qual pesa desde 2018 uma ordem judicial que o interdita de sair do país -, para o deterem a garantir o cumprimento de 10 dias de prisão preventiva, ordenada pelo poder judiciário.

O antigo presidente é um dos quatro ex-chefes de Estado do país sob investigação por, alegadamente, terem recebido subornos da construtora brasileira Odebrecht. Além de García, foi ordenada a prisão de Luis Nava e Miguel Atala, ambos colaboradores próximos do ex-Presidente e conhecidos como seus testas-de-ferro.

A situação jurídica García complicou-se depois de, no domingo, ter sido noticiado que a Odebrecht, no âmbito do acordo de cooperação que tem com o sistema judicial peruano, ter revelado que Luis Nava e o seu filho, José Antonio, receberam 4 milhões de dólares para ganhar o concurso de construção de uma linha do metro de Lima.

O ano passado o Uruguai rejeitou o seu pedido de asilo político depois do ex-presidente ter passado cerca de duas semanas na embaixada do país, em Lima. García tem negado as alegações e sempre argumentou estar a ser vítima de perseguição política.

O antigo chefe de Estado foi presidente do Peru de 1985 a 1990 e entre 2006 e 2011.

O caso da Odebrecht no Peru envolve também os ex-presidentes Alejandro Toledo, Ollanta Humala e Pedro Pablo Kuczynski. E já levaram à prisão do ex-Presidente Pedro Pablo Kuczynski e da líder da oposição peruana, Keiko Fujimori, filha do ex-Presidente Alberto Fujimori.

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