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Ernesto Araújo vai participar na entrega de ajuda humanitária à Venezuela

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, viaja hoje para Cúcuta, na Colômbia, fronteira com a Venezuela, para participar no início da entrega de ajuda humanitária para os venezuelanos.

Ernesto Araújo vai participar na entrega de ajuda humanitária à Venezuela

"Seguindo a determinação do presidente [do Brasil, Jair] Bolsonaro, viajarei [hoje] para Cúcuta, Colômbia, fronteira com a Venezuela, para participar no evento em torno da ajuda humanitária ao povo venezuelano, organizado pelo Presidente [colombiano] Iván Duque, com a presença de autoridades de outros países da região", escreveu o ministro na rede social Twitter.

O governante informou ainda que partirá neste sábado para Boa Vista, capital do estado brasileiro de Roraima, que faz fronteira com a Venezuela, para acompanhar a ajuda humanitária prestada pelo Brasil em cooperação com os Estados Unidos da América.

Na próxima segunda-feira, Ernesto Araújo viajará com o vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, para Bogotá, capital colombiana, em representação do Brasil na reunião do Grupo de Lima (13 países latino-americanos e o Canadá), onde será discutida a evolução da crise na Venezuela.

Um primeiro avião com ajuda humanitária para a Venezuela chegou ao estado brasileiro de Roraima, de onde as autoridades pretendem transferir a carga no sábado, apesar do fecho da fronteira ordenado pelo Governo do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) aterrou ao final da manhã na base militar em Boa Vista com 22 toneladas de leite em pó e 500 'kits' de primeiros socorros, que incluem medicamentos e outros suprimentos médicos doados pelo Brasil.

Boa Vista, capital de Roraima, fica localizada a 220 quilómetros de Pacaraima, a última cidade brasileira na linha de fronteira com a Venezuela, onde se encontra a única passagem formal entre os dois países.

Esta fronteira foi fechada na noite de quinta-feira por decisão de Maduro, que rejeita a ajuda solicitada pela Assembleia Nacional da Venezuela, dominada pela oposição e cujo presidente, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente interino.

Embora o encerramento da fronteira com o Brasil decretado por Maduro esteja em vigor, a embaixadora designada por Juan Guaidó junto do Governo brasileiro, Maria Teresa Belandria, disse que "a operação continua" e que a ajuda humanitária será transferida no sábado para a Venezuela.

Tanto a diplomata como o Governo brasileiro insistiram que esta carga será transportada "em camiões venezuelanos conduzidos por venezuelanos".

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceu Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou mais de 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.

Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

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