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Avião com ajuda humanitária do Brasil para a Venezuela chega a Roraima

Um primeiro avião com ajuda humanitária para a Venezuela chegou ao estado brasileiro de Roraima, de onde as autoridades pretendem transferir a carga no sábado, apesar do fecho da fronteira ordenado pelo governo de Nicolás Maduro.

Avião com ajuda humanitária do Brasil para a Venezuela chega a Roraima
Notícias ao Minuto

15:32 - 22/02/19 por Lusa

Mundo América Latina

Uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) aterrou ao final da manhã na base militar em Boa Vista com 22 toneladas de leite em pó e 500 kits de primeiros socorros, que incluem medicamentos e outros suprimentos médicos doados pelo Brasil.

Boa Vista, capital de Roraima, fica localizada a 220 quilómetros de Pacaraima, a última cidade brasileira na linha de fronteira com a Venezuela em que está a única passagem formal entre os dois países.

Esta fronteira foi fechada na noite de quinta-feira por decisão de Maduro, que rejeita a ajuda solicitada e obtida pela Assembleia Nacional da Venezuela.

Embora o encerramento da fronteira com o Brasil decretado por Maduro esteja em vigor, a embaixadora designada pelo autoproclamado Presidente da Venezuela interino Juan Guaidó junto ao Governo brasileiro, Maria Teresa Belandria, disse que "a operação continua" e que a ajuda humanitária será transferida no sábado para a Venezuela.

Tanto a diplomata, como o Governo brasileiro insistiram que esta carga será transportada "em camiões venezuelanos conduzidos por venezuelanos".

Em Pacaraima, a situação nesta sexta-feira é de relativa normalidade.

Veículos de imprensa brasileiros e fontes de organizações internacionais disseram que, embora a fronteira formal esteja fechada, muitos venezuelanos entraram em território brasileiro nas últimas horas por caminhos que atravessam áreas arborizadas, longe dos controlos oficiais.

Na quinta-feira, antes de a fronteira ser fechada, milhares de venezuelanos chegaram a Pacaraima para comprar comida, mas a maioria retornou ao seu país de origem no mesmo dia.

Roraima é o centro da Operação Acolhida que o Governo brasileiro lançou no ano passado para atender cerca de 70.000 venezuelanos que chegaram ao Brasil fugindo da crise económica, social e política da Venezuela.

Destes, cerca de 6.000 permanecem em Boa Vista, vivendo em abrigos instalados pelo Governo brasileiro em cooperação com agências humanitárias e agências das Nações Unidas.

A Operação Acolhida, no entanto, esclareceu que não participa em nada relacionado ao "corredor humanitário" que deve ser aberto até à Venezuela, que é de responsabilidade exclusiva do Governo brasileiro.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceu Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou mais de 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.

Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

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