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HRW exorta a Tunísia a fazer mais para repatriar filhos de jihadistas

As autoridades tunisinas não fazem o suficiente para repatriar as crianças de membros do grupo extremista Estado Islâmico (EI) retidos em campos e prisões, lamentou hoje a organização Human Rights Watch (HRW).

HRW exorta a Tunísia a fazer mais para repatriar filhos de jihadistas
Notícias ao Minuto

13:27 - 12/02/19 por Lusa

Mundo Estado Islâmico

"Embora a Tunísia não seja o único país com relutância em ajudar estas mulheres e estas crianças a voltarem para casa e alguns dos países tenham bastante mais recursos, é a Tunísia que tem mais cidadãos nessa situação", indica a organização de defesa dos direitos humanos num comunicado.

Neste texto documentado, a HRW calcula que cerca de 200 crianças e 100 mulheres tunisinas estão "detidos em prisões e campos imundos na Líbia, Síria e Iraque".

As autoridades tunisinas falam de 3.000 cidadãos que se juntaram a grupos 'jihadistas' no estrangeiro, mas segundo um grupo de trabalho da ONU o seu número pode ir até aos 5.000.

Após ter anunciado a retirada em breve das suas tropas na Síria, Washington, que teme que os prisioneiros dos seus aliados curdos possam fugir, insta os países de origem a repatriarem os seus nacionais que se deslocaram para os territórios controlados pelo EI.

Várias centenas de 'jihadistas' estrangeiros, provavelmente à volta de 800, estão nas mãos dos curdos na Síria, aos quais se juntam as mulheres não combatentes e os filhos.

A questão do seu regresso há muito que preocupa numerosos tunisinos, num país que continua sob estado de emergência desde uma série de ataques terroristas em 2015 e 2016.

Em janeiro de 2017, um milhar de pessoas manifestou-se contra o seu eventual repatriamento, considerando que representavam uma grande ameaça para a segurança nacional.

"As preocupações legítimas sobre a segurança não dão aos governos o direito de abandonar os seus cidadãos, nomeadamente as crianças pequenas, detidas no estrangeiro sem acusação em prisões e campos imundos", afirma Letta Tayler, investigadora na HRW sobre questões ligadas à luta antiterrorista.

"Crianças tunisinas estão bloqueadas naqueles campos, sem educação, sem futuro e sem saída, enquanto o seu governo parece não levantar um dedo para os ajudar", lamenta a organização, salientando que "as crianças devem ser tratadas como vítimas e não devem ser julgadas pelas suas ligações a grupos armados como o EI, na ausência de provas de que cometeram atos violentos".

A HRW indica ter questionado familiares tunisinos de 13 mulheres e de 35 crianças detidas na Líbia e na Síria, adiantando que "a maioria destas crianças estão detidas com a mãe, mas pelo menos seis são órfãos" e que "a Tunísia só ajudou três destas crianças a voltarem, neste caso da Líbia".

"A Tunísia atribui particular importância" ao caso das crianças detidas e está "firmemente convencida do valor dos direitos humanos", reagiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros tunisino junto da HRW.

Segundo o comunicado da organização, aquele ministério indicou ainda que "o governo não rejeitará os detidos cuja nacionalidade seja estabelecida, notando que a Constituição tunisina proíbe a refutação ou retirada da nacionalidade ou que se impeça os cidadãos de regressarem ao seu país".

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