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Madrid afirma que verdadeiro prazo limite para Brexit são as europeias

As eleições europeias de maio são o "verdadeiro prazo limite" da negociação sobre o 'Brexit' se o acordo de saída for rejeitado pelo parlamento britânico, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, Josepc.

Madrid afirma que verdadeiro prazo limite para Brexit são as europeias
Notícias ao Minuto

15:07 - 14/01/19 por Lusa

Mundo Josep Borrel

"Caso não haja acordo, há a possibilidade de continuar a procurar um, é possível prolongar os prazos, continuar a discutir", disse o ministro num encontro com jornalistas.

A data de saída do Reino Unido da União Europeia (UE) é 29 de março, mas "o verdadeiro 'deadline' [prazo limite] são as eleições europeias, porque foram planeadas sem representação britânica, partindo do princípio de que quando se realizassem o Reino Unido já não estaria", acrescentou.

Borrell considerou, contudo, que um 'Brexit' sem acordo seria "uma catástrofe para toda a gente" pelo que faz "votos para que tal não ocorra".

O parlamento britânico vota na terça-feira o acordo negociado entre o Governo britânico e a UE, que assegura uma saída ordenada e um período de transição até dezembro de 2020, mas as hipóteses de ser reprovado são consideráveis.

Um chumbo do documento pode obrigar o Governo britânico a pedir uma extensão do período de negociações estipulado pelo artigo 50.º do Tratado de Lisboa, que termina a 29 de março.

Embora o Governo britânico mantenha como posição oficial que não pretende fazê-lo, o diário The Guardian noticia hoje, citando fontes europeias, que os 27 estariam preparados para oferecer uma extensão "técnica" até julho, data da tomada de posse dos deputados eleitos em maio para o Parlamento Europeu, para o Reino Unido resolver o impasse.

Em Bruxelas, a Comissão Europeia recusou "especular" sobre um possível adiamento, com o porta-voz, Margaritis Schinas, a frisar que "há um acordo em cima da mesa" e que é necessário "trabalhar com o que há".

"E é isso que as partes estão a fazer agora", acrescentou Schinas.

Na Alemanha, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Adebahr, recusou igualmente "declarações especulativas" sobre um prolongamento, frisando que, para Berlim, "continua em vigor o enorme interesse numa saída ordenada e numa saída segundo o acordo negociado".

"Creio que hoje, um dia antes de uma possível decisão, o correto é não fazer declarações de tipo especulativo sobre estes assuntos", disse a porta-voz, evocando declarações recentes do chefe da diplomacia alemã, Heiko Mass, advertindo que "quem apostar no fracasso da votação para vir a ter uma melhor base de negociação está a assumir um risco extremamente elevado".

França também recusou hoje comentar um possível adiamento, afirmando apenas que "deseja um voto favorável" na Câmara dos Comuns e que, se isso não acontecer, "caberá a Londres apresentar propostas" à UE.

"A posição francesa é clara: temos um acordo sobre a mesa que é o melhor acordo possível e que não é negociável", afirmou o ministério dos Negócios Estrangeiros francês em resposta a uma pergunta sobre um eventual prolongamento das negociações até julho.

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