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Trump quebra protocolo e revela localização e identidade de tropas

O presidente norte-americano partilhou um vídeo no twitter onde aparece a equipa de forças especiais.

Depois de fazer uma visita surpresa às tropas no Iraque, Donald Trump publicou um vídeo no Twitter em que aparece junto da mulher, Melania Trump, e de vários soldados Navy Seal, o que poderá ter revelado quem faz parte da equipa especial destacada para o país, informação que normalmente é mantida em segredo, para garantir a sua segurança.

Nas imagens é possível ver o presidente com membros da Seal Team Five, cujas caras não estão tapadas ou desfocadas. Responsáveis do departamento de Defesa deram conta de que as informações das equipas especiais destacadas noutros países é quase sempre classificada. Trump tem autoridade para revelar essas informações, mas tipicamente os rostos são disfarçados para ocultar as suas identidades.

O casal Trump chegou ao Iraque no dia depois do Natal, depois de terem enfrentado críticas por não visitarem as tropas norte-americanas destacadas no estrangeiro. A visita esteve envolvida em secretismo e os jornalistas que acompanharam o chefe de Estado foram obrigados a garantir que iriam manter os detalhes da viagem em segredo até o presidente acabar de falar com o grupo de tropas.

Depois de levantar voo no Air Force One, Trump recorreu ao Twitter para partilhar um vídeo da viagem. Nas imagens é possível ver o presidente com a primeira-dama a pousarem para fotografias com as tropas, a dar apertos de mão. "A Melania e eu ficámos honrados de visitar as nossas incríveis tropas na base aérea de Al Asad no Iraque".

Um antigo especialista da marinha norte-americana deu conta à Newsday que o vídeo partilhado era uma quebra de protocolo. "A segurança operacional é o aspeto mais importante do pessoal destacado. Os nomes reais, rostos, identidades das equipas envolvidas nas operações especiais ou atividades são normalmente mantidas secretas em zonas de combate", referiu Malcolm Nance, acrescentando que "revelá-los casualmente, através de uma exposição pouco habitual nos media mesmo que seja pelo chefe de Estado, provocaria um aumento de propaganda se qualquer um desses funcionários fosse detido por um governo hostil ou capturado por um grupo terrorista. Não haveria como negar quem a pessoa é e o que faz".

Veja o vídeo partilhado por Trump acima.

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