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May inicia contactos com líderes europeus para obter garantias adicionais

A primeira-ministra britânica inicia hoje em Haia e Berlim uma série de encontros bilaterais com líderes europeus, numa corrida contra o tempo para conseguir "garantias adicionais" no acordo do 'Brexit' que satisfaçam os deputados do seu partido Conservador.

May inicia contactos com líderes europeus para obter garantias adicionais
Notícias ao Minuto

06:35 - 11/12/18 por Lusa

Mundo Brexit

Theresa May cancelou a reunião semanal do Conselho de Ministros à terça-feira para voar até ao continente europeu, fazendo escala primeiro em Haia, para um encontro bilateral com o homólogo holandês, Mark Rutte.

Segue-se um encontro com a chanceler alemã, Angela Merkel, com quem May falou no fim de semana ao telefone, antes de anunciar na segunda-feira o adiamento do voto no parlamento britânico ao acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia.

Além de Merkel e Rutte, May tem também previstos encontros nos próximos dias com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, a quem vai expor a situação.

A primeira-ministra deverá estar em Londres na quarta-feira, onde mantém na agenda a sessão semanal de respostas aos deputados, mas volta a Bruxelas na quinta e sexta-feira, onde vai participar no Conselho Europeu sobre o 'Brexit', que incluirá uma discussão sobre o cenário de "não-acordo".

May disse no parlamento britânico que a decisão de adiar o voto foi tomada após ouvir "muito atentamente o que foi dito, nesta Câmara e fora dela", em particular a "preocupação generalizada e profunda" que muitos deputados vocalizaram sobre a solução de salvaguarda para a fronteira da Irlanda do Norte.

"Como resultado, se continuássemos e realizássemos a votação amanhã [hoje], o acordo seria rejeitado por uma margem significativa", admitiu.

A solução conhecida por 'backstop', criada para evitar o regresso de uma fronteira física entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda, foi criticada por dezenas de deputados do partido Conservador.

Adeptos e opositores ao 'Brexit' revoltaram-se contra o mecanismo, que pode ser ativado caso não exista um acordo sobre as relações futuras no final de 2020, por causa do risco de deixar o país "indefinidamente" numa união aduaneira sem poder sair unilateralmente.

Apesar da referência explícita no texto ao caráter temporário e ao compromisso de ambas as partes a procurar alternativas caso fosse necessário, May reconheceu que a solução continua a ser problemática e pretende "garantias adicionais".

"Estamos também a procurar atentamente novas maneiras de empoderar a Câmara dos Comuns para garantir que qualquer necessidade de uma 'backstop' tenha legitimidade democrática e para permitir que a Câmara [dos Comuns] determine as suas próprias responsabilidades ao Governo para garantir que o 'backstop' não possa ficar em vigor indefinidamente", prometeu.

Na segunda-feira, Theresa May não se quis comprometer sobre uma nova data para o voto ao acordo de saída, alegando: "Até as discussões começarem, não é possível dizer quanto tempo vai ser necessário".

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