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Macron recusa responder a Trump e diz que aliados devem respeito

O Presidente francês, Emmanuel Macron, recusou-se hoje a responder às críticas do seu homólogo norte-americano, Donald Trump, optando por realçar os estreitos laços que unem os dois países e que devem respeito.

Macron recusa responder a Trump e diz que aliados devem respeito
Notícias ao Minuto

22:17 - 14/11/18 por Lusa

Mundo Diplomacia

"Entre os aliados, devemos respeito e o resto não me interessa ouvir (...). Os Estados Unidos são nosso aliado histórico e continuará a ser", disse o presidente francês numa entrevista ao canal público francês TF1, realizada a bordo do porta-aviões "Charles de Gaulle", atracado em Toulon, no sul de França.

"Tudo isso não tem nenhuma importância. Não vou debater questões com o Presidente dos Estados Unidos através de 'tuites'", adiantou Macron, numa alusão às duras críticas que Trump fez contra ele naquela rede social.

Antes de participar no domingo em Paris, França, nas celebrações do centenário do armistício da I Guerra Mundial, Trump manifestou-se contra o plano de criação de um exército europeu, ideia de Macron.

Donald Trump também criticou a baixa popularidade do chefe de Estado francês e supostos interesses comerciais deste país europeu.

"Ser aliado não é ser um vassalo. Para não o ser, não devemos ser dependentes deles", afirmou o Presidente francês, justificando a aposta em marcha de um exército europeu, que também conta com o apoio do Governo alemão.

Macron referiu que a França tem estado sempre ao lado dos Estados Unidos quando necessário, como nos ataques 'jihadistas' ao World Trade Center em Nova Iorque, em 2001, e vice-versa, como sucedeu com a contribuição norte-americana nas duas guerras mundiais.

A nível interno, Emmanuel Macron, que conta com uma muito baixa popularidade de 26%, revelou qual tinha sido o seu principal fracasso em 18 meses de mandato.

"Não consegui reconciliar o povo francês com os seus dirigentes e isso afeta-me muito (...). Esse divórcio está a ver-se em todas as democracias ocidentais e isso inquieta-me e está no centro da minha ação política", reconheceu.

Não obstante, assegurou que não mudará o rumo político, como fizeram os seus antecessores, e mostrou-se firme em "transformar o país".

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