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Confrontos junto a Parlamento argentino devido a orçamento de austeridade

Vários confrontos ocorreram hoje em frente ao parlamento argentino, em Buenos Aires, entre manifestantes e a polícia, enquanto decorria no interior um debate sobre a proposta de orçamento para 2019, marcado pela austeridade.

Confrontos junto a Parlamento argentino devido a orçamento de austeridade

Grupos de manifestantes atiraram pedras contra a polícia, que respondeu, empurrando as pessoas das imediações do edifício do Congresso, onde um orçamento de austeridade foi apresentando pelo Governo e deve ser submetido a votação pelos deputados.

A proposta de orçamento é criticada pelos sindicatos e pela oposição, nomeadamente pelo partido de esquerda da ex-presidente Cristina Kirchner.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) concordou no final de setembro em aumentar o empréstimo à Argentina em 7,1 mil milhões de dólares (seis mil milhões de euros) para 57,1 mil milhões, anunciou o ministro da Economia argentino, Nicolas Dujovne.

O Estado sul-americano garantiu um financiamento de 50 mil milhões de dólares como parte de um acordo negociado com o FMI em junho, depois de ter sido abalado por uma crise monetária, uma corrida ao peso argentino e uma inflação de dois dígitos.

O Presidente da Argentina, Mauricio Macri, tem estado a pressionar para um novo acordo com o FMI para restaurar a confiança dos investidores e reduzir preocupações quanto à capacidade de a Argentina cumprir as suas obrigações de pagamento de dívida no próximo ano.

O FMI é acusado na Argentina de encorajar as políticas que conduziram, em 2001, à pior crise económica que o país alguma vez conheceu, que provocou que um em cada cinco argentinos ficasse no desemprego e que colocou milhões na pobreza.

Esta organização admitiu que fez vários erros que contribuíram para a implosão económica do país.

Num país com 44 milhões de habitantes, uma parte crescente da população opõe-se à política económica do Governo.

Sem uma maioria no parlamento para votar o seu projeto de orçamento de 2019, o Governo está a contar com apoio da oposição peronista moderada.

Se for aprovado pelos deputados, o orçamento será apresentado ao Senado.

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