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May pede união de conservadores ou "arriscamos não ter qualquer Brexit"

A primeira-ministra britânica, Theresa May, apelou hoje à unidade no partido Conservador em redor do Brexit, defendendo a necessidade de obter um acordo que defenda os interesses do Reino Unido.

May pede união de conservadores ou "arriscamos não ter qualquer Brexit"
Notícias ao Minuto

13:43 - 03/10/18 por Lusa

Mundo Reino Unido

"Aqueles que respeitam o resultado [do referendo de 2016], independentemente do lado em que estavam há dois anos, precisam de se unir agora. Se não o fizermos e seguirmos em direções diferentes em busca das nossas próprias ideias de um Brexit perfeito, arriscamos a não ter qualquer Brexit", alertou, no discurso de encerramento do congresso do partido.

May afirmou que o governo britânico está a entrar na "fase mais difícil das negociações" com Bruxelas e admitiu que a proposta que fez "é bastante complicada para a UE".

"Mas se continuarmos unidos e mantivermos a calma, eu sei que vamos conseguir um acordo favorável ao Reino Unido", salientou.

Embora sem referir nomes, esta foi uma mensagem dirigida aos seus críticos dentro do partido, nomeadamente o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Boris Johnson.

Na véspera, num evento paralelo ao congresso, Johnson lançou mais uma crítica à estratégia do governo britânico para as futuras relações com a União Europeia, qualificando a proposta de criar uma zona livre de comércio de bens e produtos agroalimentares com uma série de regras comuns à UE um "escândalo constitucional".

A primeira-ministra, que reagiu na terça-feira numa entrevista à BBC dizendo que tinha ficado "zangada" com o deputado, hoje retaliou, argumentando que os britânicos "não estão interessados em debates sobre a teoria do Brexit", mas o que significa na prática.

"Um Brexit que possa tornar o Reino Unido mais forte daqui a 50 anos não é bom se isso dificultar a vida hoje", salientou no discurso.

May advertiu também para o risco de as querelas dentro do partido abrirem o caminho do poder ao maior partido da oposição.

"Mesmo se não concordarmos com todas as partes desta proposta, precisamos nos unir porque está na hora de encararmos o risco de termos um Partido Trabalhista que, se estivesse no governo, aceitaria qualquer acordo que a UE oferecesse, independentemente de quão prejudicial fosse para o Reino Unido", disse.

O congresso, habitualmente um local de debate e apresentação de novas políticas, tem sido ensombrado pelo Brexit, um tema de discórdia dentro do partido entre aqueles que querem uma relação próxima com a UE e os que preferem um afastamento em termos legais.

Mesmo assim, a chefe do governo apresentou algumas novidades, como o congelamento do imposto sobre os combustíveis pelo nono ano consecutivo e o fim dos limites ao endividamento dos municípios para construírem habitação social, dando a entender que quer acabar com as políticas de austeridade.

Para além do conteúdo, o desempenho de May hoje era considerado importante, depois de no ano passado ter sido alvo de uma partida por um comediante, de ter sofrido um ataque de tosse e de uma uma letra no painel de fundo ter caído durante o discurso.

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