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Manifestações na Nicarágua pedem renúncia do Presidente

Centenas de manifestantes saíram sábado às ruas de Manágua, capital da Nicarágua, para pedir ao Presidente Daniel Ortega que renuncie ao poder, mas o chefe de Estado fez saber que espera permanecer no cargo até 2021.

Manifestações na Nicarágua pedem renúncia do Presidente
Notícias ao Minuto

00:07 - 16/09/18 por Lusa

Mundo protesto

As manifestações coincidem com o 197.º aniversário da independência do país, que hoje se assinala.

Os manifestantes dizem-se "fartos da violência estatal" e exigiram a renúncia do Presidente da República, Daniel Ortega.

Apelaram à Aliança Cívica, interlocutora do Governo, para que se mantenha unida e manifestaram apoio à Igreja Católica, mediadora no diálogo sobre a crise, suspenso desde julho.

A Nicarágua atravessa uma crise sociopolítica e as manifestações contra o chefe de Estado, iniciadas em abril, causaram já mais de 400 mortos, segundo organizações humanitárias.

Os números são contestados pelo Governo, que reconhece apenas 198 mortos.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos responsabiliza o Governo por mais de 300 mortes e denuncia a existência de execuções extrajudiciais, tortura, prisões arbitrárias, sequestros, abusos sexuais e negação de assistência médica, acusações negadas por Daniel Ortega.

O chefe de Estado fez saber, no sábado, através da sua mulher e vice-presidente, Rosario Murillo, que espera celebrar no cargo o bicentenário da independência do país, em 2021.

"Vamos saudar o bicentenário da independência com os caminhos da convivência e reencontro na família e comunidade retomados. Assim será, assim dispôs o Senhor que seja", disse Murillo, através dos meios de comunicação do Governo.

"Vamos em frente até ao bicentenário", sublinhou a mulher de Ortega, também visada pelos manifestantes.

As manifestações começaram a 18 de abril contra uma reforma da segurança social e converteram-se numa exigência de renuncia do Presidente, tendo alastrando a todo o país.

Os opositores acusam Ortega, de 72 anos, de corrupção, de nepotismo e de ter instaurado uma ditadura com a mulher e vice-Presidente, Rosario Murillo.

Presidente da Nicarágua entre 1985 e 1990, Daniel Ortega voltou ao cargo em 2006, tendo sido reeleito em 2011 e 2016.

As recomendações para que Ortega antecipe as eleições de 2021 para março de 2019 surgiram de vários setores da sociedade, incluindo da Organização dos Estados Americanos, mas até ao momento não foram acolhidas pelo Presidente da Nicarágua.

Em julho, Ortega afirmou ter desmantelado uma suposta tentativa de golpe de Estado e declarou que a situação no país tinha voltado à normalidade.

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