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Empresa associada a Isabel dos Santos fora de obra de milhões em Angola

O Presidente angolano excluiu duas empresas, uma das quais associada a Isabel dos Santos, do consórcio encarregue da construção, por mais de 4.500 milhões de dólares, da barragem de Caculo Cabaça, que será a maior do país.

Empresa associada a Isabel dos Santos fora de obra de milhões em Angola
Notícias ao Minuto

13:11 - 14/07/18 por Lusa

Mundo Caculo Cabaça

Em causa está o despacho presidencial 79/18, de 12 de julho, assinado por João Lourenço, ao qual a Lusa teve hoje acesso, que aponta a "necessidade da modificação subjetiva" do consórcio responsável pela obra, com a "saída das empresas CGGC & Niara Holding Limitada e da Boreal Investment Ltd", justificada com o "objeto do contrato e do seu equilíbrio financeiro".

Com esta decisão, fica como "parte única" no contrato com o Estado angolano, e "respetivas prestações e responsabilidades", a empresa China Ghezouba Group Company (CGGC).

Uma notícia publicada em 2017 pelo portal de investigação angolano Makaangola, do jornalista Rafael Marques, referia que a CGGC & NIARA Holding Limitida era uma empresa de direito angolano, fundada a 23 de maio de 2013, e cujos sócios são a sociedade 2I'S - Sociedade de Investimentos Industriais SA, "com sede no endereço de uma das residências privadas de Isabel dos Santos", filha do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e a CGGC -Engenharia de Angola Lda., representada por Zhou Cheng, cada um com 50 por cento do capital.

"O endereço usado para o registo da 2I'S é o mesmo usado por Isabel dos Santos, como seu endereço residencial em Luanda, no registo da Niara Holding SGPS, em 2013, na ilha da Madeira, em Portugal", lê-se na notícia do portal Makaangola, que associa igualmente a Boreal Investment à empresa e filha do ex-Presidente angolano.

A agência Lusa tentou obter um comentário a esta decisão junto da empresária angolana, mas sem sucesso até ao momento.

O Aproveitamento Hidroelétrico de Caculo Cabaça, comuna do município da Banga, na província do Cuanza Norte, será, dentro de cinco anos, a maior barragem em Angola, gerando 2.172 MegaWatts (MW) de eletricidade.

Em junho de 2015, a obra, avaliada em 4.532 milhões de dólares (3.874 milhões de euros), com financiamento do Banco Comercial e Industrial da China, foi entregue, sem concurso público, pelo então chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, ao consórcio CGGC & NIARA Holding Limitada.

Um ano depois, o Presidente da República aprovou um outro despacho, acrescentando ao consórcio as empresas Ghezouba Group Company e Boreal Investment.

No despacho presidencial de 12 de julho de 2018, o ministro da Energia e Águas é autorizado a "praticar todos os atos necessários à saída" do consórcio das duas empresas, bem como a "indicar as empresas s subcontratar dentro dos limites do contrato da empreitada".

A primeira pedra desta obra, a quarta barragem na bacia do médio Kwanza, foi lançada em agosto último por José Eduardo.

Com 103 metros de altura máxima, a barragem vai armazenar 440 milhões de metros cúbicos de água e integrará uma central e um circuito hidráulico previstos para um caudal de 1.100 metros cúbicos de água a debitar por segundo, entre quatro grupos geradores.

Segundo o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, trata-se de um "grande projeto" nacional para Angola atingir a meta de 9.000 MW de capacidade instalada em todo o país até 2025.

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