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Bruxelas considera que campanha eleitoral na Turquia não foi "imparcial"

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, criticou hoje as condições da campanha eleitoral na Turquia e considerou que não foi "imparcial".

Bruxelas considera que campanha eleitoral na Turquia não foi "imparcial"
Notícias ao Minuto

18:23 - 25/06/18 por Lusa

Mundo Federica Mogherini

Em comunicado conjunto, Mogherini e o comissário europeu para o Alargamento, Johannes Hahn, tomaram em consideração a avaliação da OSCE e do Conselho da Europa, que denunciaram num relatório preliminar a ausência de "oportunidades iguais para os candidatos".

"Como foi avaliado pela missão de observação da OSCE, os eleitores tiveram uma verdadeira escolha, mas as condições da campanha não foram justas", declararam.

"Por outro lado, o restritivo quadro jurídico e os poderes conferidos pelo estado de emergência em vigor restringem as liberdades de reunião e expressão, incluindo nos 'media'", acrescentaram Mogherini e Hahn, que, no entanto, se comprometeram a "trabalhar com o Presidente [Erdogan] e o parlamento [turco] para responder em conjunto aos numerosos desafios comuns".

O Presidente Recep Tayyip Erdogan foi eleito domingo para um novo mandato com poderes reforçados para a chefia do Estado e a aliança dominada pelo seu partido obteve a maioria no parlamento de 600 lugares, A oposição reconheceu a derrota, apesar de ter denunciado uma campanha injusta.

O relatório da OSCE e do Conselho da Europa destaca as condições de campanha eleitoral desiguais dos diferentes partidos, em particular no plano mediático, ao considerar que o partido no poder e o presidente cessante beneficiaram de uma cobertura "mais favorável".

"Os órgãos mediáticos, onde se inclui o audiovisual público, não ofereceram aos eleitores informações equilibradas sobre os diferentes candidatos", segundo a OSCE.

Por sua vez, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, felicitou Erdogan pela sua reeleição e recordou os "valores fundamentais" da Aliança.

A Turquia ocupa uma posição decisiva na Aliança Atlântica pela sua posição estratégica no flanco sul da organização e a sua proximidade com a Rússia, e desempenha uma função decisiva no combate ao grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) na região de fronteira iraquiana e síria, para além das ofensivas que desencadeia com frequência contra as milícias curdas dessa região.

Recentemente eclodiram tensões entre Ancara e outros membros da Aliança, em particular devido à aproximação entre Moscovo e Erdogan, que assinou um contrato para a compra de mísseis de defesa aérea russos.

As relações também permanecem tensas com os Estados Unidos que têm fornecido um apoio às forças curdas na guerra contra o EI e que a Turquia define de "terroristas".

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