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Presidente da Quantum constituído arguido e impedido de sair de Angola

O suíço-angolano Jean-Claude de Morais, presidente da Quantum Global, foi alegadamente constituído arguido e impedido de sair de Angola, após interrogatório na Direção Nacional de Investigação e Ação Penal da Procuradoria-Geral da República, noticiou hoje o Jornal Expansão.

Presidente da Quantum constituído arguido e impedido de sair de Angola
Notícias ao Minuto

19:28 - 25/05/18 por Lusa

Mundo Jean-Claude Morais

A informação avança que Jean-Claude Bastos de Morais, presidente e fundador da Quantum Global, gestora dos ativos do Fundo Soberano de Angola (FSDEA) viu-se impedido de viajar para o exterior, na noite de sexta-feira, por agentes do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), horas após ter sido ouvido na Procuradoria-Geral da República.

A Jean-Claude de Morais, adianta ainda o jornal, foram-lhe retirados os dois passaportes - angolano e suíço - tendo o mesmo pedido explicações aos oficiais do SME, tendo sido informado que estavam a cumprir "orientações superiores".

Citando fonte judicial, o semanário indica que, na manhã do mesmo dia em que tentou sair do país com destino à Europa, o líder da Quantum Global foi ouvido num processo de inquérito sobre a gestão do FSDEA, instaurado pela Procuradoria-Geral da República, tendo saído do local sem qualquer medida de coação.

Já na segunda-feira, o empresário contratado por José Filomeno dos Santos, filho do ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que até janeiro último administrava o FSDEA, regressou ao aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, acompanhado do seu advogado, Sérgio Raimundo, e foi orientado por oficiais do SME a contactar a direção dos serviços migratórios.

Segundo fontes oficiais, que o jornal cita, no mesmo dia o suíço-angolano recebeu uma notificação para se apresentar na Direção Nacional de Investigação e Ação Penal da Procuradoria-Geral da República, tendo-lhe sido comunicada a sua condição de arguido.

Nesse dia, Jean-Claude Bastos foi novamente submetido a interrogatório e aplicada, como medidas de coação, a obrigação de se apresentar quinzenalmente às autoridades e proibição de se ausentar do país.

A Lusa contactou a Procuradoria-Geral da República sobre o assunto, tendo o seu porta-voz, Gilberto Mizalaque, remetido para mais tarde um pronunciamento, e ainda a assessoria de imprensa da Quantum Global, mas sem sucesso.

A 09 de abril, as autoridades financeiras das Ilhas Maurícias anunciaram o congelamento de sete fundos geridos pela empresa de Jean-Claude Bastos de Morais, após uma reunião do primeiro-ministro com um representante do Governo de Angola.

Os sete fundos cujas contas foram congeladas estavam em três bancos e eram propriedade da Quantum Global Group, que está a gerir 3.000 milhões de dólares do FSDEA.

O congelamento dos fundos acontece depois de um representante do Governo se ter reunido com o primeiro-ministro, Pravind Jugnauth, a 03 de abril, de acordo com a imprensa local.

Nesse mesmo dia, partiu de Luanda, com destino à capital das Ilhas Maurícias, Port-Louis de acordo com informação a que a Lusa teve acesso, o ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, em visita de trabalho.

Os ativos nestes fundos estão entre os 150 e os 200 milhões de dólares, segundo duas fontes anónimas citadas pela Bloomberg, que dá conta ainda de que a comissão cobrada por Bastos de Morais para gerir os 3.000 milhões de dólares do FSDEA está entre os 60 a 70 milhões por ano.

As ligações entre o antigo presidente do FSDEA e o gestor com nacionalidade suíça e angolana têm sido alvo de críticas por parte da oposição e de várias organizações que questionam os montantes envolvidos e a aplicação das verbas sob gestão da Quantum Global.

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