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Parasita que ‘devora’ cérebro humano prolifera em lagos e piscinas

Recentemente alguns países depararam-se com uma infeção cerebral de ocorrência rara e altamente fatal: a meningoencefalite amebiana primária. Entenda do que se trata.

Parasita que ‘devora’ cérebro humano prolifera em lagos e piscinas
Notícias ao Minuto

14:00 - 23/10/18 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Perigo na água

Segundo uma reportagem publicada pela BBC News, no mês passado, um surfista morreu após contrair a infeção, decorrente de uma ameba - um tipo de organismo unicelular – num piscina no Texas, Estados Unidos.

Também este ano, desta vez na Argentina, um menino de oito anos contraiu a ameba e morreu após ter nadado numa lagoa.

Adicionalmente, e também no início deste ano, uma menina de dez anos sobreviveu à infeção do parasita após contraí-la numa piscina municipal em Espanha - neste caso, uma rara ocasião em que a vítima resiste, já que 97% dos casos de meningoencefalite amebiana primária são letais.

Por que a ameba se alimenta de 'cérebros'?

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a ameba Naegleria fowleri é um protozoário que vive em ambientes húmidos, como solos férteis e fontes de água fresca, doce e morna, como rios e lagoas. Em casos de menor incidência, esses microrganismos podem ser encontrados também em piscinas com tratamento de cloro inadequado ou na água de torneira aquecida.

Segundo o CDC, a presença dessa ameba em ambientes aquáticos doces é comum, mas as infeções são raras.

Quando ocorre, a infeção nos seres humanos dá-se através da entrada da água contaminada no corpo pelo nariz.

É dessa forma que o parasita chega ao cérebro e ataca o tecido cerebral. Daí o nome pelo qual esse organismo é conhecido: ‘a ameba que come cérebros’.

Os sintomas iniciais assemelham-se aos de uma meningite bacteriana, como dores de cabeça, febre e náuseas; à medida que piora e se intensifica, podem surgir torcicolos, perda de equilíbrio e convulsões.

Existe tratamento?

Felizmente, trata-se de uma infeção rara. Segundo o CDC, apenas 143 pessoas contraíram essa infeção nos Estados Unidos entre 1962 e 2017. No entanto, somente quatro sobreviveram.

"Houve 34 registos de infeções nos Estados Unidos nos 10 anos entre 2008 e 2017, apesar das milhões de exposições à água em atividades recreacionais a cada ano. Como comparação, nos 10 anos entre 2001 e 2010, houve mais de 34 mil mortes por afogamento no país", diz o site do órgão.

Para tratar a meningoencefalite amebiana primária, usa-se geralmente uma droga antiparasitária chamada miltefosina.

Quando se trata de prevenção, o recomendado é que se mantenha a água distante do nariz ao nadar e ao mergulhar em água doce, seja cobrindo o nariz com a mão, deixando-os fora da água ou usando objetos próprios para cobrir os orifícios.

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