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Centeno defende expansão da zona euro na "estreia" do Eurogrupo

O novo presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, defendeu hoje que se deve olhar "de uma forma muito positiva e construtiva" para a expansão da zona euro, abrindo as portas à Bulgária, que deseja tornar-se o vigésimo membro.

Centeno defende expansão da zona euro na "estreia" do Eurogrupo
Notícias ao Minuto

14:02 - 22/01/18 por Lusa

Economia Reunião

Em declarações à entrada para a primeira reunião do Eurogrupo a que presidirá, após a sua eleição em dezembro passado, Centeno, questionado sobre a vontade manifestada pela Bulgária de em breve aderir à zona euro, disse que, "politicamente", a sua mensagem "é muito clara", e vai no mesmo sentido daquela já transmitida pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

"Politicamente, é muito importante que neste momento em concreto possamos olhar para a expansão da zona euro com muito otimismo e com muita determinação. Temos naturalmente que criar condições para que isso aconteça. Há um conjunto de critérios que a Bulgária neste momento satisfaz, precisamos de fazer uma análise conjunta quando e se tal for solicitado pelas autoridades búlgaras, mas a mensagem política que eu queria deixar é que temos que olhar de uma forma muito positiva e construtiva para essa expansão, alargamento da zona euro", declarou Mário Centeno.

Sobre a sua estreia na condução dos trabalhos do fórum de ministros da Finanças do euro, na reunião que tem hoje lugar em Bruxelas, afirmou-se "muito feliz" por iniciar funções, num contexto "particularmente importante", com grandes desafios pela frente, como a reforma da área do euro e o aprofundamento da União Económica e Monetária (UEM).

"Hoje tenho a primeira reunião enquanto presidente do Eurogrupo. Durante dois anos e meio vou liderar um grupo de 19 ministros das finanças, essa é a composição hoje da área do euro, numa agenda muito exigente mas também muito interessante. São tempos obviamente interessantes para o processo de construção da Europa e que nós temos que aproveitar, e começamos exatamente hoje nesse processo", começou por apontar.

Referindo-se ao principal ponto da agenda de hoje, o programa de assistência à Grécia, disse acreditar que haverá "boas notícias", pois a terceira revisão está prestes a ser fechada, o que abrirá portas a novo desembolso do empréstimo.

"Vamos ouvir do lado das instituições qual é o avanço e o ponto da situação em relação ao programa grego. Esperamos concluir a terceira revisão desse programa com a informação que hoje receberemos. E certamente que vão ser dados passos muito firmes nesse sentido. Há um grande otimismo e uma grande determinação das autoridades gregas. Serão seguramente boas notícias também para a população grega, que tem reagido da forma que todos sabemos àquilo que é o programa", comentou.

Quanto à UEM, sublinhou que se trata de uma agenda a "desenvolver nos próximos meses, com um objetivo, que é chegar à cimeira (do Euro) de junho com decisões para tomar".

"É um conjunto de tópicos muito vasto, que vamos desenvolver nos próximos meses e que começaremos a abordar hoje. Há um mandato claro que sai da cimeira (do Euro) de dezembro sobre esta matéria, temos que por mãos à obra, e é isso que faremos a partir daqui a uns minutos", disse.

Centeno reafirmou a sua convicção de que é necessário aproveitar a conjuntura favorável para levar a cabo as reformas necessárias na zona euro.

"Eu acho que este momento é particularmente importante por vários motivos. Não só há uma coordenação dos ciclos políticos em vários países na Europa", com resultados eleitorais que proporcionaram "um apoio bastante alargado para a construção europeia, e isso só pode ser aproveitado por quem lidera a área do euro", com "de facto, nós neste momento vivemos o período de maior expansão da área do euro desde que ela existe", realçou.

Por fim, relativamente à curta discussão na agenda sobre a sétima missão de vigilância pós-programa a Portugal, disse esperar "palavras de grande encorajamento" do fórum a que agora preside.

"Há um sentimento muito positivo sobre o desempenho da economia portuguesa e das finanças públicas em Portugal, isso deixa-nos muito satisfeitos. Vamos obviamente saudar -- o Eurogrupo no seu conjunto -- esses desenvolvimentos e ficar muito contentes pelo resultado da economia portuguesa. Nós todos sabemos como progredir, o que precisamos de fazer, as reformas que temos que fazer, que estamos a fazer em Portugal para aumentar a nossa capacidade produtiva, por isso haverá seguramente uma boa mensagem associada a essa revisão", declarou.

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