Angela Merkel promete defender empregos da Opel na Alemanha

A chanceler alemã, Angela Merkel, prometeu hoje defender os empregos da Opel na Alemanha, depois de representantes do pessoal do fabricante automóvel se mostrarem abertos a conversações com a empresa francesa PSA.

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Economia Automóveis

"Vamos fazer tudo o que for politicamente possível para garantir a manutenção dos empregos e das instalações na Alemanha", declarou Merkel aos jornalistas.

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O governo alemão foi surpreendido pelo anúncio na terça-feira de conversações para uma fusão entre a empresa francesa PSA e a norte-americana General Motors, à qual pertence atualmente a marca Opel, mas indicou depois que quer seguir de perto este dossiê.

O secretário de Estado Matthias Machnig foi apontado para supervisionar este assunto sensível em pleno ano eleitoral na Alemanha, um país onde a indústria automóvel é um dos principais empregadores.

Berlim quer "trabalhar de perto com os representantes do pessoal e com os sindicatos para a continuação das instalações, dos empregos, dos centros de desenvolvimento e do acordo de empresa", afirmou Machnig ao jornal Handelsblatt.

Alguns analistas antecipam que haverá uma eliminação de empregos em caso de fusão entre os dois construtores.

Os representantes do pessoal da Opel e da Vauxhall também afirmaram, num comunicado conjunto, que "estão preparados para negociações construtivas em caso de venda da Opel/Vauxhall".

"O nosso objetivo deve ser aproveitar as oportunidades existentes para salvaguardar o emprego e criar uma Opel/Vauxhall que funcione", sublinhou Wolfgang Schäfer-Klug, presidente do comité de empresa da Opel a nível europeu.

No fim de 2015, a Opel, que se apresenta como Vauxhall no Reino Unido, dava emprego a 35.600 pessoas, das quais 18.250 na Alemanha, e tinha 10 fábricas repartidas por seis países europeus.

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