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BCP aumenta lucros em 12,7% para 169,8 milhões no 1.º semestre do ano

O BCP registou lucros de 169,8 milhões de euros no primeiro semestre de 2019, o que compara com lucros de 150,6 milhões de euros no mesmo período de 2018.

BCP aumenta lucros em 12,7%  para 169,8 milhões no 1.º semestre do ano
Notícias ao Minuto

17:10 - 29/07/19 por Lusa

Economia BCP

O valor representa um aumento de 12,7% relativamente ao primeiro semestre de 2018, e de acordo com o banco foi impulsionado pela expansão dos proveitos 'core'(margem financeira e comissões líquidas) em 5,3% e pela redução de imparidades e provisões no montante de 13,1%.

Na conferência de imprensa de apresentação de resultados, o presidente executivo do BCP, Miguel Maya, disse que "a evolução da política monetária" teve um "impacto grande" no planeamento da atividade do banco.

No comunicado que acompanha a apresentação dos resultados, o BCP divulgou que a margem financeira registou um aumento de 7,6%, correspondentes a 52,4 milhões de euros, tendo a margem aumentado de 687,7 milhões de euros no primeiro semestre de 2018 para 740,1 milhões de euros em igual período de 2019.

O proveito com comissões também aumentou, mas 0,6%, o que corresponde a uma passagem de 340,2 milhões de euros no primeiro semestre de 2018 para 342,2 milhões de euros no período homólogo deste ano.

Conjugados, as comissões e a margem financeira aumentaram 5,3%, correspondentes a 54,4 milhões de euros que refletem a subida de 1.027,9 milhões de euros para 1.082,3 milhões entre os primeiros semestres de 2018 e 2019.

Também os custos operacionais (excluindo itens não habituais) do BCP aumentaram, mas 6,7%, de 492,8 milhões de euros no primeiro semestre de 2018 para 525,8 milhões de euros em igual período de 2019.

Nos custos com pessoal não habituais o destaque vai para o pagamento da devolução de parte dos cortes salariais feitos aos trabalhadores do banco, que juntamente com custos de reestruturação levou esta rubrica para os 22,4 milhões de euros, quando no primeiro semestre de 2018 o valor tinha sido de 8,0 milhões.

Noutros proveitos, o banco privado registou uma subida de 45,2% no primeiro semestre de 2019 devido a mais valias em dívida pública portuguesa (55,4 milhões de euros), levando a rubrica para os 42,0 milhões de euros devido às baixas taxas de juro nos seguros, quando em igual período de 2018 os outros proveitos tinham sido de 28,9 milhões de euros (ganhos de 13,4 milhões de euros em dívida pública portuguesa).

Antes de imparidades e provisões, o resultado do BCP foi de 576,0 milhões de euros no primeiro semestre de 2019, um aumento de 3,6% face aos 556,0 milhões do primeiro semestre de 2019.

Graças à diminuição de imparidades em 13,1%, correspondentes à passagem de 279,8 milhões de euros no primeiro semestre de 2018 para 243,1 milhões em igual período de 2019, o impacto positivo no resultado do BCP foi de 36,7 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano.

Questionado sobre a redução das imparidades, Miguel Maya disse que é "o resultado da normalização do banco" e que há queda por três fatores, reestruturação de empresas, 'write-offs' (retirada de ativos problemáticos de balanço) e vendas de malparado.

No primeiro semestre, disse o gestor, foram vendidos 146 milhões de euros em ativos problemáticos (NPE -- non performing exposures', no termo técnico em inglês, sobretudo crédito malparado).

Antes de impostos, os resultados do banco liderado por Miguel Maya foram, entre janeiro e junho, de 332,9 milhões de euros no primeiro semestre de 2019, um aumento de 20,5% face aos 276,2 milhões de euros em igual período de 2018.

Já em 'impostos, interesses que não controlam e operações descontinuadas' o BCP inscreveu um custo de 163,1 milhões de euros, mais 30% do que em período homólogo, para o qual contribuiu um custo de 33,5 milhões de euros com ativos por impostos diferidos.

Miguel Maya explicou, na conferência de imprensa, que esse custo reconhece ativos que já não serão usados, por efeito das taxas de juro que fazem antever menor rentabilidade, e o efeito da recente alteração do regime dos ativos por impostos diferidos. Contudo, não indicou se o banco vai aderir ao período transitório que este regime contempla.

Maya considerou ainda um "mito urbano completo" a ideia de que os ativos por impostos diferidos beneficiam a banca.

O banco registou também uma descida de NPE (exposição a mal parado) de 25,4%, passando de 6.666 milhões de euros no primeiro semestre de 2018 para 4.970 milhões na primeira metade de 2019.

A operação do BCP em Portugal registou um aumento líquido dos lucros de 13,7 milhões de euros (23,2%), passando de 59,0 milhões no primeiro semestre de 2018 para 72,7 milhões na primeira metade de 2019.

Em Moçambique, a participação do BCP registou uma diminuição nos lucros de 6,1%, passando de 52,9 milhões de euros na primeira metade de 2018 para 48,0 milhões no mesmo período deste ano.

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