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Portugal é há décadas "o parceiro mais constante" de Angola

O ministro adjunto e da Economia português, Pedro Siza Vieira, afirmou hoje, em Luanda, que Portugal é, há décadas, "o parceiro mais constante" de Angola e mostrou-se confiante na melhoria das relações comerciais e de investimento bilaterais.

Portugal é há décadas "o parceiro mais constante" de Angola
Notícias ao Minuto

18:56 - 09/07/19 por Lusa

Economia Siza Vieira

Siza Vieira falava aos jornalistas após a inauguração da 35.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), onde esteve acompanhado pelos secretários de Estado portugueses da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias; da Economia, João Neves, e dos Negócios Estrangeiros, Teresa Ribeiro.

Salientando que Portugal é, mais uma vez, o país com a maior delegação presente na FILDA, com cerca de três dezenas de expositores, Siza Vieira afirmou que as relações políticas e diplomáticas entre os dois países estão "num momento alto", pelo que a intenção de Portugal é que tal se possa traduzir no crescimento das relações comerciais e do investimento.

"Angola está agora num momento difícil, como o ministro de Estado e da Coordenação Económica [de Angola, Manuel Nunes Júnior] afirmou, mas estes momentos vão e vêm. Nós também já passámos por momentos difíceis e sabemos que é preciso enfrentar essas dificuldades. Mas sabemos também que, continuando a investir nas pessoas, nas relações entre empresas e nas parcerias, a prazo, as coisas vão correr melhor", frisou.

"E também sabemos, seguramente, que, ao longo de décadas, Portugal é o parceiro mais constante de Angola", acrescentou, indicando que as expectativas portuguesas na FILDA são "boas" e que é preciso perceber que os processos de transformação económica "demoram".

"Mas parece-nos que o caminho é seguro, está bem apresentado ao mundo e aos angolanos. A aposta na substituição das importações, na diversificação económica. Achamos que é nisso que o conhecimento dos portugueses, e a sua ligação muito forte e de sempre a Angola, a sua aposta na qualificação dos angolanos como parceiros e colegas de trabalho, é aquilo que também Portugal pode contribuir para o futuro de Angola", realçou Pedro Siza Vieira.

Ainda sobre a FILDA, o ministro português destacou que a feira é "sempre relevante", pois constitui uma "mostra do que de importante se passa em Angola" e, ao mesmo tempo, uma "oportunidade" para empresas e investidores poderem apresentar-se.

"Temos este ano a maior delegação estrangeira, já é uma tradição, pois as empresas portuguesas estão sempre presentes aqui em força e também termos muitos expositores que estão cá pela primeira vez, não apenas aqueles que já conhecem o mercado angolano, que apostam no mercado angolano há muitos anos, mas também empresas que querem experimentar, que querem dar a conhecer-se e que esperamos que possam ter aqui boas perspetivas de negócio", defendeu.

Siza Vieira deu o exemplo do setor agrícola e agroindustrial em Angola que, sendo uma área importante e prioritária para o desenvolvimento do país, justifica que as empresas especializadas e que tenham conhecimento de toda a cadeia de valor possam estar presentes e dar-se a conhecer.

"Quando um mercado, como o de Angola, se abre ao mundo e ao setor privado, é normal que atraia mais a atenção de muitas empresas de muitas partes do mundo", concluiu.

A FILDA abriu as portas hoje de manhã na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda/Bengo, com a participação de 785 expositores de 21 países, mais do dobro dos 372 "stands" que participaram na edição de 2018. Esta quarta-feira, Portugal será o país em destaque.

Sob o lema "Dinamizar o Setor Privado e Promover o Crescimento Económico", a FILDA, que tem a Bielorrússia como estreante, tem expostos produtos e serviços ligados à banca, telecomunicações e tecnologias de informação, petróleos, transportes e logística, indústria e turismo, construção civil, intermediação imobiliária e agricultura, entre outros.

Siza Vieira, que regressa hoje à noite a Portugal, chegou sábado passado a Luanda, onde copresidiu, segunda-feira, à segunda reunião do Observatório de Investimento Portugal/Angola e Angola/Portugal, em quer ficou definido que serão analisados e acompanhados, em permanência, todos os projetos de investimento mútuos.

Na mesma ocasião, o ministro da Economia e Planeamento angolano, Pedro Luís Fonseca, que também copresidiu a reunião, garantiu, sem, porém, avançar dados, que o resultado dos investimentos de empresários portugueses em Angola e de angolanos em Portugal é "francamente animador", em que "todos os compromissos assumidos" a nível político "foram cumpridos".

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