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Pequim retalia e anuncia taxas a mais bens importados dos Estados Unidos

Pequim anunciou hoje a imposição de novas taxas alfandegárias a bens norte-americanos que representam 60 mil milhões de dólares (51 mil milhões de euros) de importações anuais na China, em resposta ao anúncio norte-americano no mesmo sentido.

Pequim retalia e anuncia taxas a mais bens importados dos Estados Unidos
Notícias ao Minuto

16:02 - 18/09/18 por Lusa

Economia Oficial

"Se os Estados Unidos insistirem em aumentar ainda mais as suas taxas alfandegárias, a China responderá do mesmo modo", adiantou o governo chinês num comunicado divulgado pelo Ministério das Finanças.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na segunda-feira novas taxas alfandegárias sobre um total de 200 mil milhões de dólares (171 mil milhões de euros) de importações oriundas da China, cerca de 40% das importações vindas deste país.

O executivo de Pequim já tinha manifestado a sua perplexidade com as "novas incertezas" decorrentes do anúncio feito enquanto decorrem negociações entre a China e os Estados Unidos para regular o seu diferendo comercial.

Em junho passado, Trump impôs taxas de 25% sobre 50 mil milhões de dólares (43 mil milhões de euros) e Pequim retaliou com impostos sobre o mesmo montante de bens importados dos Estados Unidos.

De acordo com o comunicado da Casa Branca, as novas taxas "começam a vigorar em 24 de setembro e serão de 10% até ao final do ano. Em 01 de janeiro, as taxas serão elevadas para 25%".

"Se a China tomar medidas de represália contra os nossos agricultores ou outas indústrias, vamos aplicar imediatamente a Fase 3, isto é, taxas alfandegárias sobre cerca 267 mil milhões de dólares de importações suplementares", adianta Trump no mesmo comunicado.

A guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta pode levar ao abrandamento da economia mundial, considerou hoje o vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela estabilidade financeira, Valdis Dombrovskis.

"Este tipo de conflitos comerciais é um risco para a economia global. Vemos que a disputa se está a desenvolver de forma preocupante, e julgamos que vai ter um impacto negativo", afirmou Dombrovskis.

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