[1-2] Penálti caído do céu dá triunfo em Brugge a 'dragão' adormecido

O FC Porto venceu em casa do Club Brugge, soma agora quatro pontos e é 2.º classificado no grupo G ao fim de três rondas. Vossen marcou para os da casa e Layún e André Silva fizeram os golos dos 'azuis e brancos'.

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Análise:

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Nuno optou por não mexer no ataque de uma equipa que venceu os dois últimos encontros – Nacional da Madeira e Gafanha – porque a velha máxima ‘em equipa que ganha não se mexe’ se aplica. Mas, perante a entrada dos ‘dragões’ em Brugge, bem se pode acrescentar que equipa ganhadora também dorme.

Os portistas viram-se enredados num sistema de jogo que contava com cinco jogadores no centro, sendo que os dois alas eram rapidíssimos na saída para o ataque. Vossen era o ‘senhor golo’ e aproveitou a completa apatia defensiva do FC Porto para abrir o marcador aos 12’ e já depois de duas ameaças. A surpresa estava consumada.

O ‘dragão’ ia-se arrastando em campo, algo surpreendido pela alteração tática de Preud’homme, que reforçou o centro do terreno e daí, aproveitando a falta de agressividade, remetia a bola para os alas provocarem sobressaltos.

O FC Porto fechou os flancos, subiu o bloco e começou a ter o domínio da partida. Mas apenas a partir dos 26’ é que se viu esse maior poder intensificado. Herrera mostrou o caminho com um grande ‘tiro’ do meio da rua, Marcano insistiu de cabeça com Butelle a segurar a sua baliza a zeros e uma vantagem preciosa.

As dificuldades portistas advinham muitas vezes do facto dos médios não acompanharem os dois avançados na pressão ofensiva, o que permitia ao conjunto de Brugge sair facilmente da sua zona defensiva. E, quando os ‘azuis e brancos’ tinham a posse de bola, os centrocampistas ficavam muito recuados, algo que acabava com as soluções ofensivas e diminuía a capacidade dos lusos criarem perigo. O jogo era afunilado e, por isso, fácil de estacar pelos belgas.

Após o intervalo, o ‘dragão’ continuava bloqueado, mantendo-se a falta de soluções para servir o solitário André Silva. Não obstante, o FC Porto ainda apanhou um valente susto, mas o remate de Vormer saiu ao lado após boa jogada.

O jogo portista estava excessivamente centralizado e só jogando de forma mais aberta, aproveitando as subidas dos laterais, conseguiria criar perigo. Só quando entraram Herrera e Corona é que se viu um ‘dragão’ mais acutilante.

Brahimi indicou o caminho na primeira vez que tocou na bola com um bom remate, Layún experimentou pouco depois com um ‘tiro’ de fora da área o que aos 68’ viria a fazer: o empate.

O mexicano aproveitou um contragolpe rápido para fazer o primeiro dos portistas com uma verdadeira bomba de fora da área.

Até ao final, o FC Porto tentou muito o golo, principalmente de fora da área, mas a bola nunca levava a direção certa e, quando levava, havia um guarda-redes chamado Butelle no caminho. Quando já se ‘chorava’ o empate, Corona ganha penálti após falta de Claudemir e André Silva assegurou o primeiro triunfo na presente edição da Champions.

O FC Porto soma agora quatro pontos ao fim de três jogos, é segundo classificado, e continua a sonhar com a presença nos oitavos de final da Liga dos Campeões. O Leicester City venceu o Copenhaga e lidera grupo G.

 

Onze do FC Porto: Casillas; Alex Telles, Marcano, Felipe e Layún; Danilo, Herrera, Óliver e Otávio; André Silva e Diogo Jota.

Antevisão: 

O FC Porto joga esta noite um cartada decisiva na Liga dos Campeões. Na deslocação ao reduto do Club Brugge, uma partida da terceira jornada do grupo G, Nuno Espírito Santo fez questão de deixar um aviso aos jogadores depois das ‘escorregadelas’ diante de Copenhaga e Leicester City.

“Sabemos da responsabilidade do jogo de amanhã [hoje], em que não temos margem de erro”, atirou, na antevisão da partida, realçando que este é “um jogo decisivo”.

O FC Porto irá à Bélgica com o estatuto de favorito, mas terá de o comprovar em campo perante um Club Brugge que é último classificado do agrupamento e que está pressionado para pontuar para atingir o objetivo mínimo que é o terceiro lugar, de acesso à Liga Europa.

Com apenas um ponto somado e com um plantel na máxima força, os ‘dragões’ terão de assumir as despesas da partida perante uma formação local que enfrenta muitas baixas, entre elas a grande estrela da equipa: Izquierdo. 

Do lado dos visitantes, Nuno deverá manter a aposta ofensiva que se verificou perante Nacional e Gafanha, com Jota a fazer parelha com André Silva. A verificar-se, esta tornar-se-á na dupla atacante mais jovem da presente edição da prova milionária.

Em relação ao último encontro, Casillas deverá regressar à baliza, podendo atingir uma marca especial: tornar-se-á no guardião espanhol com mais jogos oficiais, somando um total de 1021 partidas. Felipe voltará ao centro da defesa e terá a companhia de Layún.

No centro, Danilo será o pêndulo, tendo à sua frente o ‘organizador’ Óliver Torres, o ‘pulmão’ Herrera e o ‘fantasista’ Otávio. Todos eles serão municiadores da dupla já falada.

O Brugge irá jogar no erro dos ‘dragões’, recolhendo linhas e apostando em ataques rápidos pelos alas Vanaken e Gedoz, aproveitando o facto dos laterais azuis e brancos serem bastante ofensivos.

Na frente, Vossen terá a obrigação de fazer estragos e marcar golos. A consegui-lo, esta será a primeira vez que o Brugge consegue festejar um tento na presente edição.

Num jogo onde o FC Porto em que máxima do Gafanha se aplica, o FC Porto tem tudo a perder e muito a ganhar, já que são precisos pontos para que o olhar nos oitavos de final comece a ficar menos ‘turvo’.

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