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FC Porto-Sporting ferve. Insultos, um telemóvel e a 'amizade' que já era

Clubes chegaram a estar em sintonia durante as presidências de Pinto da Costa a norte e Bruno de Carvalho nos leões, mas a chegada de Frederico Varandas mudou o paradigma. Confusão no Clássico da última época é o mais recente episódio de uma relação que está quase cortada.

FC Porto-Sporting ferve. Insultos, um telemóvel e a 'amizade' que já era

O Clássico do próximo sábado entre FC Porto e Sporting, que tem lugar no Estádio do Dragão a partir das 20h30, será o episódio mais recente de um duelo entre rivais que já tiveram relações institucionais mais saudáveis.

Na memória da maioria dos adeptos das duas equipas está, sem sombra de dúvidas, tudo o que aconteceu no final do Clássico da temporada passada no Dragão, com trocas de agressões, jogadores e equipas técnicas pegadas, confusão com apanha-bolas e até um telemóvel roubado no estacionamento do recinto dos azuis e brancos.

Ainda assim, e não há muito tempo, dois dos grandes clubes em Portugal estavam em sintonia de opiniões, com ações dissonantes em relação ao rival Benfica, e críticas veladas às águias que, na altura, dominavam o panorama futebolístico em Portugal.

Tudo aconteceu quando Bruno de Carvalho ainda estava na presidência dos leões. Na altura, foram notícia as reuniões entre Nuno Saraiva e Francisco J. Marques, diretores de comunicação de Sporting e FC Porto, respetivamente, que foram o ponto de partida para o retomar das relações institucionais entre os clubes que este sábado se defrontam no Dragão.

A saída de Bruno de Carvalho e a mudança com Varandas

Tudo corria de feição nas relações entre os dois clubes até que Bruno de Carvalho saiu da presidência do clube de Alvalade, destituído pelos próprios sócios. A chegada de Frederico Varandas ao gabinete diretivo dos leões trouxe consigo um paradigma mais quente nesta relação.

O agora líder dos destinos do clube lisboeta foi sempre muito crítico do que se passa no FC Porto, apontado especialmente baterias a Pinto da Costa, a quem já chamou "corruptor ativo" por diversas vezes, declarações que mereceram sempre uma resposta do líder dos portistas e que culminaram, inclusive, numa suspensão pelo período de 70 dias.

Bolha 'rebentou' no Clássico de fevereiro passado

A guerra de palavras e comunicados incendiados de parte a parte tem sido prática comum nos últimos meses, com Francisco J. Marques e Miguel Braga, responsável de comunicação dos leões, a trocaram várias farpas, e teve como pico elevado de tensão, como já referimos, o Clássico no Estádio do Dragão de fevereiro passado.

O duelo entre FC Porto e Sporting, decisivo na corrida pelo título de campeão nacional, foi disputado 'sob brasas', com níveis de tensão muito elevados ao longo dos 90 minutos, mas o pior aconteceu após o apito final do árbitro João Pinheiro.

Após Grujic atirar à barra no último lance do jogo, o juiz da Associação de Futebol de Braga deu por terminado o encontro e seguiram-se pouco mais de três minutos que envergonharam os adeptos. Os jogadores trocaram agressões junto de uma das balizas, uma situação que envolveu, inclusive, elementos afetos ao FC Porto.

Na confusão, o árbitro João Pinheiro mostrou quatro vermelhos, dois para cada lado: Pepe e Marchesín (estava no banco) para o FC Porto e Bruno Tabata e Palhinha para o Sporting. Otávio e Tabata, hoje já no Palmeiras, trocaram acusações. Luís Gonçalves e Hugo Viana, diretores de FC Porto e Sporting, também se envolveram na confusão. Longe de tudo isto estiveram Rúben Amorim e Sérgio Conceição que acabaram por ser dos mais calmos no meio da confusão, despedindo-se mesmo com um abraço.

'Chuva' de suspensões antes do reencontro

Em resultado deste conjunto de agressões, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol teve mão dura e aplicou uma série de suspensões e multas aos mais demasiados intervenientes.

João Palhinha, que se mudou para o Fulham, e Marchesín, que foi vendido para o Celta, foram os jogadores que receberam os castigos mais pesados, de três e dois jogos, respetivamente. Pepe e Bruno Tabata foram suspensos preventivamente e acabaram alvo de uma suspensão de 23 dias. Luís Gonçalves e Hugo Viana também não escaparam e já cumpriram as respetivas suspensões.

Fora do relvado, existiu o chamado 'caso garagem'. Frederico Varandas, que se deslocou à sala de imprensa do Dragão após o apito final, queixou-se de lhe ter sido roubado o telemóvel e a carteira por parte Rui Cerqueira, Diretor de imprensa dos azuis e brancos, acusando ainda Vítor Baía de o ter agredido. Este é um processo que ainda vai fazer correr alguma tinta já que, nos últimos dias, soube-se que Rui Cerqueira vai apresentar uma queixa-crime contra o líder dos verde e brancos.

O mais recente episódio desta história nos Clássicos entre FC Porto e Sporting acontece na noite de sábado. Espera-se é que não se repita o cenário do duelo relativo à 22.ª jornada da época passada no Estádio do Dragão, que já caminha para uma lotação esgotada na 3.ª jornada da versão 2022/23 da I Liga.

Leia Também: Clássico entre FC Porto e Sporting a caminho da casa cheia

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