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"Não podemos dizer que somos o candidato principal à vitória no Euro"

Médio do PSG falou aos jornalistas em mais um dia de trabalhos da Seleção Nacional.

"Não podemos dizer que somos o candidato principal à vitória no Euro"

A Seleção Nacional realiza esta sexta-feira, o primeiro treino em Budapeste, na Hungria, tendo em vista a estreia na fase de grupos do Euro'2020.

Danilo Pereira foi o jogador escolhido para falar aos jornalistas, e o Desporto ao Minuto acompanhou as declarações do internacional português.

Confira as principais declarações do médio português:

Ano extra para preparar o Euro foi essencial? Acho que ansiedade não criou. Alguns jogadores beneficiaram com isso [ano extra], outros não tanto. É mais um ano em que tivemos oportunidade de comentar algumas coisas. Não vejo como positivo ou negativo, mas como uma forma de podermos trabalhar de forma diferente e ter mais experiência para esta competição.

Apoio dos adeptos da Hungria pode fazer a diferença: Sabendo que passámos uma época sem público, voltar a tê-lo já não é um hábito. Vai tornar o jogo mais emocionante. A Hungria vai estar mais motivada por esse facto. É um dos problemas que temos que lidar. Vai ser um bom jogo, excitante por ter público, e todos nós precisamos dessa motivação porque o futebol é dos adeptos. Assim dá mais motivação.

Mudança do individual para o coletivo na seleção: O foco foi sempre esse desde que Fernando Santos está na Seleção, quis mudar um bocado aquilo que é o ego dos jogadores, o eu, e passou a ditar o nós. Foi esse o paradigma que mudou mais na Seleção e o que nos levou a ganhar competições. Isso não deve mudar. Esses dois lemas são muito assentes no nosso balneário. O que o Fernando Santos mais diz é que para ganharmos campeonatos temos de pensar no grupo e toda a gente tem de sacrificar-se por esse lema.

Desgaste físico dos jogadores: O número de jogos é uma coisa positiva porque dá-nos mais calibre neste tipo de competições. em termos físicos, não vai alterar muita coisa. Temos apenas de ter mais cuidados e mais foco no trabalho diário para não haver lesões. Em termos táticos não muda muito. A nossa forma de jogar é a que o mister Fernando Santos nos dita. Em termos de jogos não vai mudar grande coisa.

Pediu informações ao adjunto de Thomas Tuchel, quando ainda estava no PSG: Falei algumas vezes com ele, mas não de uma forma recorrente. Tinha uma boa amizade com ele, mas nada de especial.

O que esperar da partida com a Hungria: É uma seleção muito aguerrida, já tivemos essa experiência no outro europeu. Não dão um lance por perdido, nunca desistem, e estamos à espera do mesmo estilo de jogo. Estamos a preparar o jogo nestes dias para que não hajam surpresas.

Seleção mais forte é a de 2016 ou deste ano: É uma pergunta difícil até porque há jogadores de características diferentes. Em 2016 era um grupo muito coeso que vinha a jogar junto há já algum tempo. A seleção deste ano é jovem, em que apareceram muitos talentos recentes, e isso vem ajudar-nos. Não posso dizer que esta é mais talentosa do que a outra porque a outra ganhou um título que Portugal ainda não tinha ganho. É um grupo muito unido em que todos pensam em conseguir o mesmo feito de há cinco anos atrás.

Jogadores em ponto de forma para o Euro'2020: O selecionador disse que tínhamos muito para melhorar e isso é certo. Não equipas nem jogadores perfeitos. Há sempre algo a melhorar. Essas coisas ficam para o grupo que temos de ter consciência do que temos de melhorar e em que jogo temos de melhorar.

Estatuto da Seleção no Euro'2020: Apresentamo-nos como campeões da Europa, é um orgulho estarmos a defender o título dessa forma, mas há muitos candidatos e favoritos à vitória. Somos uma das seleções que quer ganhar, como candidatos que queremos ser. Há muitos candidatos e não podemos dizer que somos o candidato principal.

Estatuto de polivalente: Esta época ajudou-me muito nesse sentido, principalmente na posição de central. Vem dar-me outro estatuo na posição, conseguindo-a fazer de forma mais eficaz. É mais uma posição em que posso ajudar a seleção e o clube. Estou bem cimentado nesse processo.

Diferenças entre o grupo do Euro 2016 e o deste ano: É um grupo diferente, com muitos jogadores jovens e que estão numa experiência nova. Penso que a ambição é a mesma porque somos jogadores que temos fome de ganhar. Não muda muito em relação ao nosso foco no Euro'2016, e penso que estes jogadores vêm acrescentar muito nesse sentido.

Surpreendido com a receção dos portugueses: Sem dúvida, não estávamos à espera disso. Por a Hungria ser um país em que a comunidade portuguesa é mais reduzida, ficámos surpreendidos por existir um número significativo de adeptos à nova espera e isso é sempre agradável por ser uma competição como esta, e por termos o apoio independentemente do país.

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