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"Se tiver uma oportunidade real, Vinícius vai convencer Jorge Jesus"

Vasco Coelho, defesa português que jogou com o avançado brasileiro no Real Massamá, acredita que o antigo colega tem todas as condições para voltar a ser titular no Benfica.

"Se tiver uma oportunidade real, Vinícius vai convencer Jorge Jesus"

Depois de se ter afirmado como uma das peças mais importantes no Benfica na última época, Carlos Vinícius parece ter perdido espaço no plantel encarnado com a chegada de Jorge Jesus. O avançado brasileiro, que até foi o goleador da edição passada do campeonato, parte atrás de Darwin Núñez e Haris Seforvic nas escolhas de JJ e tem sido apontado como jogador a transferir ainda nesta janela de transferências. 

No entanto, quem conhece Vinícius não tem dúvidas em afirmar que o avançado brasileiro possui todas as qualidades para dar a volta à situação e conseguir convencer Jesus num futuro próximo. É o caso de Vasco Coelho, defesa português que se cruzou com Carlos Vinícius no Real Massamá na temporada 2017/18. 

"Penso que seja algo normal [perder influência no Benfica]. Chegou um treinador novo e com novas ideias. Além disso, todos sabemos que o míster Jorge Jesus é um treinador com ideias muito fixas e uma personalidade muito vincada. Poderá ter na cabeça dele um sistema tático e uma ideia de jogo em que o Vinícius pode não encaixar como deseja. Ele fala muito de um avançado que ataque bem a profundidade, no entanto eu até acho que o Vinícius tem esse tipo de características, uma vez que é rápido, inteligente, forte e ataca bem essa mesma profundidade. Mas possivelmente não encaixa naquilo que Jesus pretende e pode estar a perder espaço face ao protagonismo que teve na última época. Ainda assim, acho que a qualidade dele é inquestionável. Sendo ou não escolha de Jesus, isso nunca poderá ser posto em causa", começa por dizer Vasco Coelho, em declarações exclusivas ao Desporto ao Minuto. 

Apesar do atual cenário, o antigo companheiro de equipa de Vinícius considera também que o avançado do Benfica reúne todas as qualidades para recuperar um lugar no onze das águias.  

“O Vinícius é uma pessoa muito trabalhadora, humilde, focada, sabe muito bem o que quer e nunca baixa os braços. Tenho a certeza absoluta que continua a dar o máximo nos treinos tal como fazia quando era titular. Tenho, também, a certeza que enquanto estiver no Benfica irá fazer tudo aquilo que é possível para reconquistar o seu espaço", explica o defesa que este verão se mudou para o Leça do Campeonato de Portugal. 

Questionado sobre se Vinícius ainda vai a tempo de convencer Jorge Jesus e ser opção recorrente ao longo desta temporada, Vasco Coelho destaca que tudo dependerá das oportunidades que forem dadas ao goleador brasileiro. 

"Acredito que poderá convencer Jorge Jesus se lhe forem dadas as oportunidades que necessita, porque um avançado vive de golos e muitas vezes esses não aparecem no primeiro ou segundo jogo. Ou seja, quando falo em oportunidade não é metê-lo em campo aos 70 ou 80 minutos de jogo ou ser titular num jogo. É sim, jogar dois, três, quatro ou cinco jogos. Ter a confiança do míster para se sentir bem. Se houver essa aposta, essa oportunidade real, tenho a certeza que vai convencer Jesus e irá provar todo o valor que tem mostrado nos últimos anos. No Real Massamá foi um dos melhores marcadores da II Liga e depois no Rio Ave, AS Monaco e Benfica fez o que fez. Basta ter a oportunidade", vaticina. 

Aposta pela Premier League e o exemplo de Jiménez 

Por esta altura, Carlos Vinícius ainda é um dos ativos mais valiosos que o Benfica pode aproveitar para realizar um encaixe financeiro importante. Vasco Coelho garante que Vinícius tem qualidade para jogar em qualquer lado, mas aponta a Premier League como o palco ideal para o ex-colega de equipa e recorre ao exemplo de Raúl Jiménez

"Um jogador como ele já provou que pode jogar em qualquer lado. Pode ter mérito em qualquer que seja a Liga, mas talvez diga a Premier League. É um campeonato mais físico e mais disputado. Ou seja, vai ao encontro daquelas que são as características dele. Um bocadinho à semelhança daquilo que é o Jiménez. O Jiménez tem vingado no Wolverhampton e acho que o Vinícius também teria sucesso na Premier League", defende. 

Nova aventura no Leça 

Vasco Coelho faz parte do elevado número de jogadores cuja pandemia da Covid-19 interrompeu a sua atividade durante muito tempo. O defesa português de 26 anos estava ao serviço do Olhanense, mas aceitou uma nova aventura e mudou-se para o Leça. No primeiro mês ao serviço da equipa que milita a Série C, Vasco Coelho faz um "balanço positivo" e traça os objetivos individuais e coletivos.

"Está a correr muito bem, felizmente. Fui recebido por um grupo de colegas e profissionais cinco estrelas. Receberam-me muito bem. Temos um grupo muito bom. A pré-época correu bem e o primeiro jogo, contra um dos candidatos à subida, correu muito bem, só faltou o golo para dar a vitória. Para já, faço um balanço muito positivo deste primeiro mês", afirma, prosseguindo. 

"O Leça é um clube histórico que já esteve na I Liga. Há quatro anos tem subido a pulso e evoluído muito. No ano passado fez um campeonato muito bom e este ano o nosso objetivo é lutar pelos lugares cimeiros. Sinto que temos equipa para isso, ainda que o plantel não esteja fechado. O objetivo é mesmo esse: pensar jogo a jogo. Ganhar o máximo número de jogos para chegarmos a março e vermos o que é ou não possível. Pessoalmente, espero fazer o maior número de jogos possível, manter a baliza a zero o maior número de jogos também e ajudar com alguns golos. Tentar manter o nível alto para depois, no final da época, quem sabe, aparecerem boas propostas e continuar a progredir na minha carreira rumo ao meu objetivo", atira o jogador que passou pelo Benfica nas camadas jovens.

Questionado sobre o facto de ter voltado a competir passados cinco meses desde a interrupção forçada pelo novo coronavírus, Vasco Coelho admite que foi o culminar de um longo processo e de um período muito complicado para todos os jogadores.

"Foi muito bom. Já tinha muitas saudades de competir, de sentir aquele bichinho e daquela adrenalina do jogo. Foram meses muito duros e de muita indefinição. Ninguém sabia o que ia acontecer, se iria voltar iy quando é que isso iria acontecer. Foi muito duro porque no confinamento tivemos de continuar a treinar em casa de maneira a não descurarmos a parte física. Foram cerca de cinco/seis meses em que estivemos parados sem ver aquela luz ao fundo do túnel. Foi preciso muita força de vontade para chegarmos bem fisicamente a este início de campeonato. Foi uma paragem muito longa", remata o camisola 2 do Leça ao Desporto ao Minuto.  

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