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"Perin? Há sempre um risco mas, se estiver bem, vai justificar o valor"

A transferência de Perin levanta algumas questões na forma como Bruno Lage vai gerir a situação de Odysseas até janeiro. Gonçalo Xavier, autor do portal especializado A Última Barreira, garante que a solução está na gestão das expectativas.

"Perin? Há sempre um risco mas, se estiver bem, vai justificar o valor"

O Benfica confirmou, na noite de quinta-feira, que chegou a acordo com a Juventus pela transferência de Mattia Perin. No entanto, tal só acontecerá daqui a quatro meses, uma vez que o guardião italiano está em fase de recuperação de uma lesão no ombro direito. Este é um cenário “complexo” para os guarda-redes que ficam no plantel encarnado, na opinião de Gonçalo Xavier, fundador e autor do site especializado Última Barreira.

"Fala-se muito no período da lesão de oito meses no total. Ele vai chegar em janeiro, num momento em que entram os Clássicos, com o Sporting e semanas depois com o FC Porto. Mas é uma altura de viragem, já passou a fase de grupos da Liga dos Campeões e, como portugueses, esperemos que o Benfica passe à próxima fase da Champions ou da Liga Europa, e aí poderíamos ver Perin nas competições internacionais, indo além das provas nacionais. Em janeiro ainda é um momento de final de primeira volta e início de segunda... Pode ser complicado entrar logo, ainda por cima vindo de uma lesão que o para desde abril. São oito meses de paragem e isso pode ter algumas repercussões. Só lá para fevereiro é que estará na sua melhor forma física", começa por explicar Gonçalo Xavier, em declarações ao Desporto ao Minuto, acreditando, porém, que Perin pode garantir as condições ideais.

"Acho que tem condições para chegar bem. O método de treino em Portugal não é tão exigente a nível físico como é em Itália. Portanto, pode não sofrer as mazelas que tem sofrido porque o treino em Portugal é mais técnico e tático e não tanto atlético. Claro que existe sempre a parte física, mas é mais pensado para o jogo. Isso acaba por tirar um pouco a carga aos guarda-redes quando estão nos próprios exercícios", sublinha. 

Ninguém pode ficar melindrado neste processo que é complexo

Até janeiro, Bruno Lage  e a equipa técnica do Benfica terão de fazer uma gestão cuidada do grupo de guarda-redes. Odysseas Vlachodimos parte como natural candidato ao lugar no onze, mas o processo tem de ser muito bem gerido, segundo refere Gonçalo Xavier. 

"Quando o Perin estiver bem, e agora que está confirmado o acordo, vai para a titularidade. Isto é muito simples: gestão de expectativas clara. Para depois não se perder um Odysseas que vai ser aposta agora. Para não se perder este foco e até a sua própria valorização na equipa até chegar o Perin. Um guarda-redes que é caro como é e que tem o estatuto que tem, é quase implícito que vai para a baliza. A qualidade é superlativa, em termos dos aspetos ótimos do Perin. Neste momento é um valor muito alto de transferência para alguém que vem de lesão. Há sempre risco mas, se estiver bem, vai justificar o valor", explica, antes de abordar as situações dos restantes guarda-redes que farão parte do plantel encarnado. 

"O Odysseas vai ter que ter bem claro que o papel dele é até ao mercado de inverno e talvez aí, com um desempenho de qualidade na primeira metade da época, pode ser vendido por alguns valores ou pode já estar prometido a algum clube nessa altura. O Odysseas pode fazer uma boa metade de época, ser valorizado e ser vendido. Depois entra o Perin e Zlobin fica na sombra, como já está. Svillar provavelmente será emprestado. Acho que tem de ser feita uma gestão de expectativas porque ninguém pode ficar melindrado neste processo que é complexo", defende o autor da Última Barreira. 

Gonçalo Xavier afirma ainda entender a desconfiança que o negócio de Mattia Perin possa gerar nos adeptos do Benfica, frisando que o estatuto de guarda-redes mais caro de sempre a jogar em Portugal deve ser justificado dentro de campo. 

"O Benfica colocou-se aqui numa posição… Esperar quatro meses após o início da época por um guarda-redes que custa 15 milhões de euros é difícil. Até para os próprios adeptos é normal esta desconfiança porque é alguém que vem com um historial de lesões e que chega passados quatro meses. Nessa altura, o Benfica pode ter muita coisa resolvida ou pode não ter nada. É algo difícil de prever. Não é fácil aceitar alguém que custe tanto e que não vai ter um desempenho imediato, porque é o guarda-redes mais caro de sempre em Portugal. Um estatuto desse tem de ser provado em campo", atira. 

Odysseas na sombra de Ederson e Oblak

O desejo de contar com Mattia Perín no plantel é um sinal claro por parte do Benfica de que Odysseas parece não ter convencido após uma época como titular da baliza encarnada. Para Gonçalo Xaiver, o internacional grego é um guarda-redes "confiável" e que "faz bem algumas coisas principalmente no um contra um e na defesa em remates interiores e nomeadamente exteriores", mas recorda aquilo que os seus antecessores acrescentavam ao Benfica. 

"O Perin é mais guarda-redes que o Odysseas em contextos normais. Porque tem mais espaço para jogar, não é tão defensivo nas próprias ações, é mais líder, comunica mais, dá mais ao jogo do que Odysseas, apesar de o Odysseas dar garantias ao nível defensivo", sublinha, antes de recordar os casos de Jan Oblak e Ederson.

"Apesar de Rúben Dias pegar muito na liderança da equipa a partir de trás, o guarda-redes é um guarda-redes de manutenção. Ou seja, é um guarda-redes que tem de cumprir as ações que faz. Não precisa propriamente de ser tão extravagante como o Ederson. Quando jogavam Ederson ou Oblak havia um líder na defesa, mas eles imponham-se pela grande qualidade que apresentavam. O Benfica sempre teve um defesa central líder, desde o Luisão e agora o Rúben Dias. Os guarda-redes bastam ser eficazes nas suas ações que são expostos a níveis superlativos de valorização. É normal. O Benfica já ganhou essa expectativa na Europa, porque saíram de lá Ederson e Oblak, dois guarda-redes do top5 mundial", destaca. 

Notícias ao MinutoOdysseas chegou no último verão após uma época em que nenhum guarda-redes conseguiu assumir a titularidade. © Getty Images

Svilar deve ser emprestado 

A situação de Mile Svilar também foi tema de conversa com o fundador da Última Barreira. Para Gonçalo Xavier, o jovem belga de 19 anos deve ser emprestado para poder ganhar experiência, numa altura em que está longe de assumir a titularidade na Luz. 

"Sim, o Svilar deve sair. Para ir ganhando experiência, para ir ganhando calo, para ir jogando e para ir errando", refere. 

O futuro de Svilar deverá mesmo passar por uma situação de empréstimo. O Club Burgge é um dos clubes que já manifestou a intenção em contar com o guardião belga em 2019/20. 

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