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Obras de mudança de património subaquático vão custar 1,4 milhões

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) revelou hoje que as obras do espaço de Xabregas, em Lisboa, que vai receber o Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS) e seu acervo, vão custar 1,4 milhões de euros.

Obras de mudança de património subaquático vão custar 1,4 milhões
Notícias ao Minuto

18:50 - 28/09/17 por Lusa

Cultura DGPC

Num comunicado que surge um dia depois da carta aberta do presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses (AAP), José Morais Arnaud, ao ministro da Cultura sobre este tema, a DGPC salientou que, "até à transferência definitiva para os armazéns de Xabregas, durante o primeiro semestre de 2018, a arqueologia náutica e subaquática da DGPC ficará instalada no mesmo local onde sempre esteve desde 2010", ou seja, num armazém do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), em Loures.

O comunicado de 15 pontos recorda que o espólio se encontra naquele local desde 2010 e que, "desde junho, os serviços da DGPC já elaboraram o projeto de arquitetura e especialidades para instalação dos serviços de arqueologia náutica e subaquática nos armazéns de Xabregas", tendo sido aberto o "procedimento para a adjudicação da empreitada, que irá decorrer durante o 1.º semestre do ano de 2018".

O final do primeiro semestre do próximo ano foi precisamente a data apontada pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, na terça-feira, para a resolução da "situação provisória" do património náutico e subaquático.

Na quarta-feira, o presidente da AAP, em carta enviada ao ministro da Cultura, afirmou que o acervo da arqueologia subaquática, depositado num armazém em Loures, "está em risco de destruição".

O arqueólogo atestou que, "tendo tido oportunidade de observar pessoalmente a situação em que se encontra o acervo da arqueologia subaquática" nas instalações do MARL, "antes do recente impedimento de acesso ao local", pode "garantir" que o acervo, "em tratamento laboratorial, está em risco de destruição, não necessariamente imediata, mas a curto e médio prazo".

Um dia antes, o ministro disse que o património em causa "não corre o risco de ser destruído", mas admitiu que "não está convenientemente recolhido".

"Foi uma solução provisória, a do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa e, entretanto, temos já a decisão tomada de transferir todo o espólio do CNANS para o Forte de Xabregas, e também o financiamento assegurado para fazer as necessárias obras para recolher a coleção", indicou.

Sobre os riscos que este património corre, segundo os arqueólogos, acrescentou: "Estamos atentos e vamos ver qual é a situação, mas as informações que me chegaram foi que não houve estragos no património arqueológico que lá está".

A DGPC, que se coloca ao dispor para dialogar com a AAP, destacou que "o espaço ocupado pela arqueologia náutica e subaquática (antigo CNANS) corresponde a cerca de 50% da área total do armazém do MARL, estando os restantes 50% ocupados pelo arquivo morto (arquivos da DGPC e organismos que lhe antecederam) e depósito das lojas da DGPC".

"Para melhorar a mobilidade e a logística da mudança, o MARL abriu um novo vão entre o exterior e o cais do armazém, para colocação de um portão. Este trabalho não afetou o espólio arqueológico, porque não existe interligação direta entre o cais, a nave e restantes espaços onde se encontra o espólio arqueológico. Os meios humanos e materiais para a execução deste trabalho não envolveram maquinaria pesada. Esta foi a única obra realizada até ao momento neste espaço", sublinhou o comunicado.

A DGPC referiu ainda que "a intervenção de beneficiação da instalação elétrica e de segurança contra incêndios será realizada após a montagem dos andaimes e estará concluída, segundo o MARL, até final de novembro de 2017", tendo exigido "que todos os trabalhos fossem executados de acordo com a legislação em vigor e garantida a segurança de pessoas e bens".

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