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Património cultural é "um fator de cidadania e coesão social"

A diretora-geral do Património Cultural, Paula Araújo Silva, defendeu hoje que o património é "um fator de cidadania e coesão social" e considerou essencial sensibilizar "as gerações mais jovens" para o património.

Património cultural é "um fator de cidadania e coesão social"
Notícias ao Minuto

19:41 - 21/09/17 por Lusa

Cultura Paula Araújo Silva

Paula Araújo Silva falava no Museu de Arte Popular, em Lisboa, na abertura das Jornadas Europeias do Património, que decorrem de sexta-feira até domingo, e referiu-se ao património cultural como uma "herança em permanente busca de novos valores, numa clara reação à perda de identidade, muitas vezes irremediável, e que a sociedade tem consciência e tenta contrariar".

"O património cultural é um direito, uma responsabilidade partilhada por todos nós, não pertence às instituições que o tutelam, nem às entidades que o promovem", defendeu Paula Araújo, referindo que é "um instrumento crucial para a compreensão do outro, do que é diferente", questão que qualificou como "maior", face a situações de xenofobia, "que importa combater".

A responsável afirmou que "nos compete preservar, valorizar [e] usufruir" do património cultural, que deve ser entendido como "herança das gerações que nos precederam" e que "devemos entregar às gerações futuras".

O tema deste ano das Jornadas Europeias do Património (JEP) é "Património e Natureza", e Paula Araújo Silva realçou o "significativo aumento de iniciativas", este ano, em relação a 2016. "Quase duplicámos", disse.

Segundo a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), as JEP, que decorrem em "mais de 150 concelhos", contam com 1.500 iniciativas, este ano, quando, no ano passado, somaram 800. O número de entidades envolvidas também aumentou, de 600, no ano passado, para 800 este ano.

A diretora-geral disse que as JEP e outras iniciativas, como o Dia Internacional dos Museus, têm contribuído para o aumento de visitantes, palácios e monumentos sob tutela da DGPC, e citou as cifras europeias: "Todos os anos, em toda a Europa, [há] cerca de 30 milhões de pessoas nas atividades programadas [das JEP], em mais de 50.000 locais".

A cerimónia de hoje no Museu de Arte Popular, reaberto há pouco mais de um ano, serviu também para lançar o Ano Europeu do Património Cultural, em 2018, que Paula Araújo Silva afirmou ser "uma oportunidade extraordinária que temos de agarrar, para gerar novas dinâmicas de proteção do património cultural europeu".

A DGPC assume-se como "elemento agregador" e "elo de ligação entre todos aos atores sociais" do ano europeu, cuja comissão coordenadora será dirigida pelo ex-presidente do Tribunal de Contas e do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d'Oliveira Martins.

Oliveira Martins, usando da palavra, recordou que foi o coordenador europeu, por Portugal, das JEP, cargo em que sucedeu à jornalista Helena Vaz da Silva, que faleceu em 2002.

O ex-presidente do Tribunal de Contas referiu que a experiência das JEP levou à adoção da Convenção de Faro, sobre o valor do património cultural para a sociedade, do Conselho da Europa, assinada na capital algarvia em outubro de 2005, no âmbito da Conferência de Ministros da Cultura, da organização.

Esta Convenção foi elaborada por um grupo de trabalho presidido por Guilherme d'Oliveira Martins, na altura presidente do Centro Nacional de Cultura.

Oliveira Martins realçou que o ano Europeu é celebrado numa altura em que o património cultural enfrenta vários desafios, "desde a transição para a era digital, até à pressão ambiental e física, sem esquecer [a necessidade de] prevenção e combate do tráfico ilícito de bens culturais".

O responsável frisou "o contributo económico do património cultural para os setores criativos e para o desenvolvimento e o seu papel nas relações nacionais e internacionais, na prevenção de conflitos, na cultura da paz e na reconciliação pós conflito".

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