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Mísia apresenta "Para Amália" no Odeon, em Paphos, no Chipre

A fadista Mísia, a celebrar 25 anos de carreira discográfica, apresenta "Para Amália", no sábado no Odeon, em Paphos, no sudoeste de Chipre, no âmbito da programação da Capital Europeia da Cultura.

Mísia apresenta "Para Amália" no Odeon, em Paphos, no Chipre
Notícias ao Minuto

20:30 - 18/08/17 por Lusa

Cultura Concerto

A fadista editou em maio de 2015 o CD duplo "Para Amália", que em abril do ano passado foi galardoado em França com o "Coup de Coeur" da Académie Charles Cros.

No palco do histórico Odeon, um dos monumentos da acrópole cipriota, Mísia é acompanhada pelos músicos Fabrizio Romano, ao piano, André Dias, na guitarra portuguesa e Bernardo Viana, na viola.

O duplo CD em que Mísia canta temas do repertório de Amália Rodrigues (1920-1999) e inéditos - de sua autoria, de Mário Cláudio, de Tiago Torres da Silva e de Amélia Muge -, tinha já obtido em França a máxima classificação da revista Télerama (quatro "clés"), e foi escolhido pela Inrockuptibles para fazer parte de uma lista de "10 Discos para refazer a Europa".

Mísia, já em 1995, com o álbum "Tanto menos tanto mais", tinha recebido um prémio da Académie Charles Cros, desta feita, o duplo CD "Para Amália" foi distinguido na categoria "Memória viva".

Refira-se que Amália Rodrigues foi a primeira artista portuguesa a ser distinguida pela Académie Charles Cros, em 1975, com o Disque d'Or pelo álbum "Com que voz", no qual gravou, entre outras, composições de Alain Oulman e fados tradicionais, com poemas de Manuel de Alegre, Pedro Homem de Mello, Cecília Meirelles, Alexandre O'Neil, David Mourão-Ferreira e Luís de Camões.

Mísia tem apresentado este álbum em vários palcos internacionais, em março do ano passado, atuou no auditório Cenal Resit Rey, em Istambul, na Turquia.

Em declarações à Lusa, Mísia apresentou o CD como um tributo a Amália, cujo "contributo enorme para o fado podia ter ficado mais claro, quando foi declarado Património Imaterial e da Humanidade".

Mísia disse que o álbum é "uma prenda a Amália Rodrigues", e salientou que para si "foi importante ter mais de 20 de anos de trabalho num reportório próprio" antes de abordar o de Amália, apesar de pontualmente ter já cantado temas da diva, nomeadamente "Lágrima" (Amália Rodrigues/Carlos Gonçalves).

A ideia do álbum surgiu em junho de 2014, quando Mísia apresentou no Festival de Fado de Madrid, o espetáculo "Tributo a Amália", e em dezembro desse mesmo ano entrou em estúdio em Lisboa, acompanhada pelos músicos Luís Guerreiro na guitarra portuguesa, Daniel Pinto, na viola e viola baixo, e Fabrizio Romano, ao piano.

O duplo álbum é constituído por um CD em que Mísia interpreta, acompanhada ao piano, as composições de Alain Oulman, e de alguns poetas eruditos que Amália gravou, e no outro CD, acompanhada à guitarra e à viola, o repertório mais tradicional da fadista, nomeadamente "À janela do meu peito", "Flor de lua" e "Rosinha da serra de Arga", do folclore minhoto.

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