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Petição apela à reavaliação da mudança do Museu da Música para Mafra

Uma petição 'online', cujo primeiro signatário é o pianista Artur Pizarro, pede ao Governo para reavaliar a decisão da transferência do Museu Nacional da Música (MNM) de Lisboa para Mafra.

Petição apela à reavaliação da mudança do Museu da Música para Mafra
Notícias ao Minuto

13:31 - 18/02/19 por Lusa

Cultura Artur Pizarro

"Esta petição tem por missão respeitosamente pedir ao Sr. Primeiro-ministro e à Sra. ministra da Cultura que reavaliem a decisão da ida do Museu Nacional da Música para o Palácio Nacional de Mafra", lê-se no texto da petição disponível online.

No texto, que contava, pelas 13h00 de hoje, com menos de 100 assinaturas, propõe-se ao Governo dialogar "com músicos relevantes nacionais que não só conheçam o Museu mas também o local para onde se pretende mudar o Museu e considerem encontrar uma nova solução, melhor para todos os envolvidos".

Os signatários da petição consideram que Mafra não tem "necessariamente" que ficar "completamente de parte, mas que [se] aproveite os parâmetros da ideia original do Sr. Primeiro-ministro".

"Essa solução existe e é verdadeiramente interessante e merecedora de atenção", remata o texto da petição, que partiu de um grupo de músicos.

A transferência do MNM, da estação de Metro do Alto dos Moinhos para Mafra, vai, aliás, ser abordada pela Associação dos Amigos do Museu da Música em assembleia-geral em março, disse à agência Lusa a vice-presidente da associação, Helena Marques da Silva.

A responsável disse que muitos associados, no início deste ano, questionaram o interesse em continuar ligados à associação, caso a transferência do MNM para Mafra se concretize, e "querem debater a questão em assembleia-geral".

Helena Marques da Silva afirmou à Lusa que a associação receia vir a perder associados, pois alguns já evidenciaram essa vontade, e por outro lado tem dúvidas quanto à possibilidade de se realizar, em Mafra, a programação de concertos que a associação organiza.

O acesso a Mafra e a resposta do público aos concertos são algumas das dúvidas apontadas. Helena Marques da Silva referiu que se foi criando um "público fiel" aos concertos, que se realizam em horário pós-laboral, às 19:00.

"O Museu [Nacional da Música] é muito mais que a sua fantástica coleção, há muitas atividades que desenvolve com escolas, universidades, com o Conservatório Nacional, que ali apresenta os seus jovens músicos, que tem o seu primeiro contacto com o público, etc.", disse.

No ano passado, a associação procurou sensibilizar o presidente da câmara de Lisboa, a quem enviou uma carta, para que o MNM não saísse da capital, não tendo recebido qualquer resposta.

Helena Marques da Silva referiu que a saída do MNM de Lisboa põe em causa os seus espólios, pois o museu foi constituído por doações de colecionadores, alguns deles tendo referido como condição o facto de este se localizar em Lisboa.

Entre os cerca de 100 signatários da petição lê-se o nome do catedrático da Universidade Nova de Lisboa António Tilly, que fez parte da primeira comissão para a criação de um Arquivo Sonoro Nacional, em 2006, o construtor de instrumentos Christian Bayon, o organista João Paulo Janeiro, a soprano Ana Paula Russo, e o violoncelista e professor do Conservatório Nacional Miguel Ivo Cruz, entre outros.

O protocolo de parceria entre o Município de Mafra e a Direção-Geral do Património Cultural, para a instalação do MNM em Mafra foi assinado no passado dia 31 de janeiro.

Na ocasião, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, anunciou que o MNM vai ser instalado por inteiro no Palácio Nacional de Mafra, e deve abrir ao público em 2021, alterando o modelo anunciado pelo seu antecessor.

"O Museu da Música não será dividido em dois espaços diferentes", e vai ser todo ele concentrado na ala norte do palácio, disse a ministra, afastando a hipótese colocada pelo seu antecessor, Luís Filipe Castro Mendes,

"O Museu Nacional da Música há 25 anos que está instalado numa estação do Metro, em Lisboa, e finalmente julgamos que encontrou o seu lugar em Mafra, pela fortíssima ligação à música", salientou a governante.

O investimento é de três milhões de euros, sendo um milhão financiado pela autarquia.

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