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Exposição sobre o retrato no Museu de Arte Antiga prolongada

A exposição dedicada ao retrato português, da Antiguidade ao século XXI, patente no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, desde junho, vai ser prolongada até 14 de outubro, revelou hoje à agência Lusa fonte da entidade.

Exposição sobre o retrato no Museu de Arte Antiga prolongada
Notícias ao Minuto

20:35 - 24/09/18 por Lusa

Cultura MNAA

A exposição 'Do tirar polo natural. Inquérito ao retrato português', que abriu a 28 de junho e deveria encerrar no dia 30 de setembro, está dividida em três núcleos, e constitui a primeira parte de um díptico que terá continuidade no próximo ano.

Constituída por cerca de 200 obras de múltiplas disciplinas artísticas, a mostra 'Do tirar polo natural' é disposta, não cronologicamente, ou como uma antologia dos melhores retratos, nem tão pouco como uma tentativa de retratar Portugal através dos seus rostos, mas sim como um "ensaio", explicou aos jornalistas, antes da inauguração, o diretor do museu, António Filipe Pimentel.

É uma reflexão sobre o que é um retrato, inspirada pelo primeiro tratado sobre a arte do retrato, escrito pelo pintor português Francisco de Holanda, no século XVI, e cujo título dá nome a esta exposição, 'Do tirar polo natural'.

Sobre a origem desta mostra, disse o diretor que tem "razões várias" para a sua realização, desde logo, o facto de os retratos serem uma das bandeiras do próprio museu.

Em segundo lugar, por decorrerem as comemorações dos 500 anos do nascimento de Francisco de Holanda, tendo sido este "o autor do primeiro tratado teórico sobre a arte do retrato, chamado exatamente 'Do tirar polo natural'".

Assinalam-se ainda os 50 anos de "um episódio engraçado e sintomático", quando, em 1967, o museu encomendou uma exposição ao historiador José-Augusto França, de tema livre, e para a qual ele próprio escolheu a abordagem do retrato, que viria também a abordar na obra 'O Retrato na Arte Portuguesa'.

Vários autorretratos de D. João VI, fotos de Eduardo Gageiro e Alfredo Cunha sobre o 25 de Abril, um busto de Rui Chafes, exibido pela primeira vez, um conjunto de retratos inacabados são outras das obras que completam o núcleo.

Entre os artistas reunidos nesta mostra, contam-se nomes como Alexandre O'Neill, Ana Vieira, Ângelo de Sousa, António Carneiro, Aurélia de Souza, Carlos Relvas, Columbano Bordalo Pinheiro, Constança Machado, Domingos Sequeira, Eduardo Malta, Fernando Lemos, João Cutileiro, Jorge Molder, José Conrado Roza, José Malhoa, Julião Sarmento, Júlio Pomar, Maria Helena Vieira da Silva, Mário Botas, Mário Eloy, Miguel António do Amaral, Pedro Cabrita Reis, Vasco Araújo, Vhils, entre outros artistas.

Estão ainda representados artistas do grupo KWY, que contou com os portugueses Lourdes Castro, René Bertholo, António Costa Pinheiro, João Vieira, José Escada e Gonçalo Duarte.

Entre outros artistas, destacam-se ainda os cineastas Susana Nobre, com o documentário '48', sobre retratos de presos políticos da ditadura, e Joaquim Pinto, com um excerto de 'Se não agora, quando?', em que a autobiografia se cruza com as imagens de Francisco de Holanda.

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