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São João da Madeira com 45 propostas gratuitas sobre chapéus

São João da Madeira acolhe de 20 a 22 de julho o festival 'Hat Weekend', com 45 atividades gratuitas que exploram o chapéu em áreas como teatro, música, imersão sensorial e também num novo circuito de arte urbana.

São João da Madeira com 45 propostas gratuitas sobre chapéus
Notícias ao Minuto

12:00 - 03/07/18 por Lusa 

Cultura 'Hat Weekend'

Em causa está o relançamento do evento que, sob a designação traduzível por 'Fim de semana do Chapéu', teve a sua primeira edição em 2008 e volta agora a colocar em evidência aquele que é um dos elementos mais emblemáticos do património identitário, cultural e industrial do município.

“Os chapéus são um património de grande potencial imagético e pleno de emoções sociais”, declara à Lusa a diretora do Museu da Chapelaria, Suzana Menezes, que coordena a programação do festival. “Pretendemos valorizar e dar visibilidade a um património histórico-cultural que alicerça uma importante parte da identidade da cidade e, através dele, também queremos estimular processos de coesão territorial e inclusão social”, acrescenta.

Entre os destaques do cartaz deste ano inclui-se a 'Fundição de Memórias', um labirinto sensorial que cruza várias linguagens artísticas para explorar a história local do chapéu, e 'Chá das 5 com o Chapeleiro Maluco', outra “experiência imersiva” que aborda a evolução dessa indústria na perspetiva da personagem criada para o conto 'Alice no País das Maravilhas' – e na qual o escritor Lewis Carrol aborda “um dos maiores problemas de saúde pública resultantes da chapelaria”, nomeadamente o do envenenamento por mercúrio durante o tratamento dos feltros.

Além de performances por estátuas-vivas que usam chapéus no seu guarda-roupa cénico e encontros por confrarias e bandas cujos trajes oficiais também integram esse acessório, o 'Hat Weekend' lançará ainda um circuito de arte urbana que “começa a ser construído este ano” e se revelará em pleno na edição de 2019.

“Vamos convidar cinco ‘graffiters’ para concretizarem em diferentes locais da cidade um projeto dedicado ao chapéu”, explica Suzana Menezes. “O património material e imaterial preservado pelo Museu da Chapelaria será o elemento de inspiração para essas intervenções e os artistas vão trabalhar em regime de residência artística, envolvendo diretamente a comunidade na produção das obras”, realça.

Se em 2008 a primeira edição do 'Hat Weekend' “correu muito bem”, com “milhares de residentes locais e centenas de visitantes” a aderirem ao programa de dois dias, dez anos depois o festival regressa num formato alargado a mais uma jornada e "progride em termos de qualidade", o que se aplica a conteúdos, envolvimento comunitário e dimensão geográfica – devido a propostas relacionadas com os usos e costumes chapeleiros de municípios como Viana do Castelo, Miranda do Douro e ílhavo.

“Nesse sentido, o 'Hat Weekend' transforma-se num lugar de criação, construção e expressão, e, sobretudo, num espaço de convergência entre diferentes manifestações culturais, desde as mais populares e historicamente enraizadas, como as crenças e tradições de cada lugar, até às mais urbanas e efervescentes”, defende a diretora do Museu da Chapelaria.

Para isso também irão contribuir concertos por bandas ‘dixie’, performances de novo circo, instalações artísticas, uma feira de feltros e chapéus, um mercado de doces e um roteiro de gastronomia com coelho pelos restaurantes da cidade.

Quanto ao chapéu enquanto acessório concreto, Suzana Menezes acredita que, mais do que um objeto quotidiano de uso ditado pelo sentido prático, essa peça do guarda-roupa se transformou em “objeto de culto, objeto de moda e objeto cultural”.

“O chapéu encerra em si um conjunto de emoções muito significativo e exerce por isso um grande encantamento, sobretudo quando, nos dias de hoje, já não é propriamente uma peça do quotidiano, mas mais um objeto dos momentos especiais, associado a experiências sempre únicas e pessoalmente relevantes”, afirmou Suzana Menezes.

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