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Leão de Ouro evidencia excelência do trabalho em Portugal

O diretor da Casa da Arquitetura considera que a atribuição do Leão de Ouro, na Bienal de Veneza, a Souto de Moura reconhece a sua obra e evidencia "a excelência e a qualidade do trabalho feito em Portugal".

Leão de Ouro evidencia excelência do trabalho em Portugal
Notícias ao Minuto

16:50 - 26/05/18 por Lusa

Cultura Casa da Arquitetura

"É para nós muito importante este reconhecimento porque veio mostrar a excelência e a qualidade do trabalho feito em Portugal", disse Nuno Sampaio.

O arquiteto Eduardo Souto de Moura foi distinguido hoje com um Leão de Ouro 16.ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, patente ao público até 25 de novembro naquela cidade italiana e na qual Portugal participa através da exposição "Public Without Rethoric".

O júri da exposição distinguiu o arquiteto pela recuperação do complexo turístico de São Lourenço do Barrocal, em Monsaraz.

"É o reconhecimento individual de uma obra especifica, que se fez apresentar a convite das curadoras (da Bienal de Arquitetura de Veneza, e que reconhece a qualidade e a excelência do trabalho de Souto de Moura", disse o diretor executivo da Casa da Arquitetura - Centro Português de Arquitetura.

Segundo Nuno Sampaio, a representação do ponto de vista física foi muito simples e minimalista, com duas grandes fotografias onde se via a obra, tendo permitido acrescentar "mais um prémio de grande reconhecimento internacional à excelência do trabalho do arquiteto Souto de Moura com um projeto feito em Portugal durante o tempo da crise".

"Este foi um projeto feito em Portugal por um português, num momento em que se discute na Assembleia da República que outros não arquitetos possam fazer projetos de arquitetura", disse o diretor executivo da Casa da Arquitetura alertando para a necessidade de o país ter consciência da qualidade dos seus profissionais e do reconhecimento internacional do trabalho que desenvolvem.

A Casa da Arquitetura (CA) -- Centro Português de Arquitetura anunciou hoje que a primeira exposição monográfica do espaço será com Eduardo Souto de Moura.

Com a curadoria de Francesco Dal Co e Nuno Graça Moura, a exposição abrirá na Casa da Arquitectura em meados de 2019, tendo este espaço mais de 600 maquetes do arquiteto Souto de Moura.

A bienal de Arquitetura de Veneza - cujo prémio máximo é o Leão de Ouro - recebe 65 participações nacionais, divididas entre os pavilhões históricos do Giardini, do Arsenale e do centro histórico de Veneza.

Souto de Moura foi um dos 100 arquitetos convidados pelas curadoras da Bienal da Arquitetura de Veneza, Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do Grafton Architects, para a exposição principal, espaço expositivo além dos pavilhões nacionais.

Nascido em 1952, Eduardo Souto de Moura, vencedor do Prémio Pritzker 2011 - considerado o Prémio Nobel da arquitetura -, assinou, entre outros projetos, o Estádio Municipal de Braga, a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, e o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança.

Em 2016 foi premiado pela X Bienal Ibero-americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU), que decorreu em Madrid, "pelo importante contributo do seu ensino em universidades de diversos países", e recebeu em 2017 o Piranesi Prix de Rome 2017, um prémio de carreira atribuído pela Academia Adrianea de Arquitetura e Arqueologia Onlus, em Roma.

Doze edifícios públicos criados por arquitetos portugueses de várias gerações, nos últimos dez anos, e filmes de quatro artistas constituem a representação de Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza, intitulada "Public Without Rethoric", a inaugurar hoje.

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