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Marcelo imparável no último dia da sua visita de Estado à Croácia

O Presidente da República esteve hoje imparável, no último dia da sua visita de Estado à Croácia, em que acendeu uma vela a Santo António, assinou a t-shirt de uma finalista do secundário e sugeriu roteiros turísticos.

Marcelo imparável no último dia da sua visita de Estado à Croácia
Notícias ao Minuto

17:26 - 19/05/17 por Lusa

País Presidente

Durante um passeio a pé no centro histórico de Zagreb, Marcelo Rebelo de Sousa furou o protocolo para visitar, em passo acelerado, o Museu de Arte Naïf e o original Museu das Relações Desfeitas, que reúne objetos e mensagens de pessoas que se separaram.

"Os políticos deviam vir cá todos", observou.

Tendo à sua volta a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Margarida Marques, e os deputados Sérgio Azevedo, do PSD, Porfírio Silva, do PS, Pedro Mota Soares, do CDS-PP, e Paulo Sá, do PCP, que o acompanharam nesta visita de Estado, o Presidente leu algumas das mensagens expostas.

"Estava-me a casar no dia 06 de agosto de 2011, descobri seis meses antes que o meu noivo me traía. Esta é a rolha da garrafa de champanhe que eu bebi para celebrar o ter escapado a um erro histórico", dizia uma das mensagens.

"É uma coisa verdadeiramente espantosa", comentou Marcelo, acrescentando: "É uma ideia para um museu que nunca me tinha ocorrido".

Outra mensagem lida pelo Presidente dizia o seguinte: "Estive apaixonada, até que ele se divorciou, e fiquei com o último livro de cheques do meu antigo marido. É a última ligação que tenho a ele".

Nas ruas da capital croata, o Presidente encontrou hoje grupos de alunos a festejarem a conclusão do ensino secundário e, vendo algumas raparigas numa esplanada, com as t-shirts riscadas, dirigiu-se a elas e disse-lhes: "Vou assinar uma das vossas t-shirts, sou o Presidente de Portugal".

Marcelo Rebelo de Sousa assinou o seu nome a verde na t-shirt de uma das jovens, escrevendo Portugal por baixo. "Sejam felizes, vocês são o futuro", despediu-se, em inglês.

Mais à frente, entrou numa farmácia, como é seu hábito, e visitou a Porta de Pedra, uma das antigas portas da cidade, que é também um pequeno santuário, onde acendeu uma vela a Santo António - que, salientou, "é de Lisboa, só foi de Pádua depois".

"Pedi pelo país em geral, não especificamente um problema, mas que tudo corra bem a Portugal", declarou, mais tarde, aos jornalistas.

O chefe de Estado passeou nas ruas de Zagreb, entre a Igreja de São Marcos e o funicular que liga a cidade alta à cidade baixa, na companhia de Katarina, uma guia e tradutora, de 34 anos, a quem no final agradeceu e pediu o contacto: "Quando for a Portugal tem de ir lá ao Palácio de Belém".

Antes de regressar a Lisboa, o Presidente teve ainda um encontro com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenkovic, e conversou com estudantes de língua portuguesa, na Universidade de Zagreb, voltando a fazer convites para o visitarem no Palácio de Belém.

"Mas não vão todos ao mesmo tempo", pediu.

O primeiro convite foi feito a uma jovem que vai a Lisboa em julho e agosto, e que lhe pediu conselhos.

"Primeiro conselho: ir visitar-me. Tem de ir visitar-me e comer qualquer coisa comigo. Eu normalmente não almoço, como só uma sandes de queijo, mas no seu caso eu arranjo mais alguma comida para comer", respondeu prontamente Marcelo Rebelo de Sousa.

Depois, perguntou-lhe se gosta de praia, e como a jovem respondeu que sim, acrescentou: "Então, com jeito, ainda vai nadar comigo. Eu nado todos os dias perto de Lisboa, em Cascais. Portanto, combinamos um dia em que vai nadar".

"A água é fria, não é o mesmo que o mar croata. Neste momento eu estou a nadar, feliz, com 16 graus. Mas normalmente nado, no inverno, com 12 ou com 13. E o máximo ali, perto de Lisboa, é 19, 20 é muito raro, portanto, é um sacrifício", avisou, "mas é bom, porque é Atlântico, é um oceano agitado".

Nesta conversa, em que deu para "matar saudades do tempo em que era professor", o Presidente incentivou os estudantes de língua portuguesa e visitarem Portugal e sugeriu roteiros, incluindo os festivais de verão.

"Nós temos uma ligação muito grande, que vamos aumentar, com a Croácia e com os croatas, mas depende de vós. No fim dos vossos estudos terão de ir a Portugal, trazer portugueses à Croácia, num ou noutro caso casarem com portugueses ou portuguesas", disse, fazendo rir os jovens.

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