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Educação Ministro da Economia quer colocar 32 mil estudantes no ensino dual

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, revelou, esta sexta-feira, no Parlamento o objectivo do Governo de estender o ensino dual a 32 mil estudantes em 2013, depois de o ano passado ter já ultrapassado a barreira dos 30 mil.
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O sucesso da conciliação do ensino profissionalizante com a formação obrigatória, de acordo com o governante, é um dos pilares da estratégia de reindustrialização do país.

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"Estamos a dar grande importância ao sistema dual de aprendizagem, vamos conseguir chegar este ano aos 32 mil alunos. Continuaremos a utilizar os fundos europeus para o sistema", afirmou Álvaro Santos Pereira em resposta a uma interpelação do PCP, que agendou o tema da economia e crescimento económico para primeiro debate temático do ano no Parlamento.

Bruno Dias, do PCP, acusou o Governo de estar a "desindustrializar o país", dando como exemplos a intenção do Governo de vender "a ingleses" a EMEF, que os comunistas colocam consideram uma referência de excelência na investigação e desenvolvimento no sector ferroviário.

O deputado do PCP criticou ainda o Governo por nada fazer em relação ao parque da Autoeuropa, que enfrenta despedimentos. "O que tem a dizer aos trabalhadores?", interrogou Bruno Dias.

Também Ana Drago, do Bloco de Esquerda, trouxe para o debate a questão dos despedimentos no Parque da Autoeuropa, acusando o ministro de optar por uma atitude de "performance teórica", com muitos anúncios de programas lançados, em vez de demonstrar "resultados de política económica".

A deputada começou por dizer que as empresas sentiram uma quebra de financiamento de 9 mil milhões de euros em 2012, e depois comparou o ministro ao cientista de uma anedota que conclui que uma pulga sem pernas não salta porque fica surda. "O financiamento são as pernas da pulga, tira o financiamento mas diz que, sem instrumentos [económicos] a pulga não salta", concluiu Ana Drago.

José Luís Ferreira, do Partido Ecologista Os Verdes, acusou também o Governo de nada fazer para "contrariar a tendência no desemprego", mas centrou a sua intervenção numa questão concreta relacionada com o Túnel do Marão. Quando voltam a arrancar as obras, quis saber o PEV, sublinhando que a interrupção do projecto tem como saldo a falência de 240 empresas e mais de mil postos de trabalho destruídos.

Hélder Amaral, do CDS-PP, numa alusão ao PS, começou por afirmar que "há coisas que nunca mudam". "Quem não sabe de onde veio dificilmente sabe para onde vai", continuou. O deputado perguntou ao ministro quem estava com Portugal na prossecução do objectivo de reindustrialização da União Europeia e deixou um repto ao Governo para ir mais longe no combate à burocracia que afecta as empresas. "Temos que ir mais longe do que o [programa] Licenciamento Zero", sustentou.

Coube a Paulo Batista Santos interpelar o ministro da Economia, pela parte do PSD. O deputado laranja acusou a oposição de “hipocrisia” no debate, ao ignorar "os tempos muito exigentes para as nossas empresas e para o país" e instou o governante a revelar o seu desempenho na execução dos fundos do QREN.

Álvaro Santos Pereira reiterou, em respostas a várias intervenções, a importância do programa de reindustrialização com que o país se comprometeu no quadro da União Europeia. O ministro indicou fazer parte de um grupo de trabalho constituído para o efeito com os seus pares alemão, francês, italiano e espanhol e disse que pretende elevar até 2020 o peso da indústria a 20% do PIB europeu.

Sobre o Parque da Autoeuropa, Álvaro Santos Pereira afirmou que o Governo está "consciente" da quebra de encomendas no sector automóvel, e que está "em conversações" com as empresas e os sindicatos, sem mais concretizar. Também a questão do PCP sobre a EMEF ficou sem resposta.

Em contrapartida, o governante sublinhou que as políticas activas de emprego abrangeram já mais de 474 mil pessoas, cerca de 80% das quais desempregadas. O ministro chamou ainda a atenção dos deputados para a importância do programa de estágios lançado a pensar nas famílias desempregadas com filhos e nas famílias monoparentais, aproveitando fundos comunitários, assim como o pacote de apoios lançado para as famílias sobre endividadas em cooperação com o Banco de Portugal.

No combate à burocracia, Álvaro Santos Pereira disse que o Governo se prepara para simplificar 20 diplomas no sector do comércio num só, e reformas semelhantes se preparam nos serviços e na indústria. "É transversal o nosso combate à burocracia", disse.

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