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Paquistão dá ordem para reabertura das fronteiras com o Afeganistão

O primeiro-ministro paquistanês ordenou hoje a reabertura das fronteiras do país com o Afeganistão, um mês depois da decisão de fechá-las na sequência de tensões em que ambas as capitais se acusam mutuamente de dar guarida a terroristas.

Paquistão dá ordem para reabertura das fronteiras com o Afeganistão
Notícias ao Minuto

10:39 - 20/03/17 por Lusa

Mundo Governo

O chefe do Governo paquistanês, Nawaz Sharif, divulgou hoje a ordem para a abertura imediata de todas as passagens ao longo da fronteira, considerada a mais movimentada e lucrativa de toda a Ásia do sul.

O Paquistão encerrou as fronteiras em meados de fevereiro, depois de uma sequência de ataques terroristas violentos que mataram 130 pessoas em todo país, cuja responsabilidade Islamabad imputou a militantes provenientes do Afeganistão, acusando Cabul de lhes dar guarida.

O Paquistão e o Afeganistão acusam-se reciprocamente com frequência de darem abrigo a terroristas em ambos os lados da fronteira e ambos os países produziram listas de insurgentes que alegam terem encontrado refúgio no país vizinho.

"Esperamos que o governo do Afeganistão tome as medidas necessárias para pôr fim às razões que justificaram este passo" de encerrar as fronteiras, afirmou hoje Nawaz Sharif, de acordo com a agência France-Presse, acrescentando que uma paz duradoura no Afeganistão é essencial para a segurança no Paquistão.

Os dois países estão divididos por uma fronteira de 2.400 quilómetros desenhada pelos ingleses em 1896 e contestada desde sempre por Cabul, que não reconhece a denominada "Linha Durand" como uma fronteira internacional.

As tensões ao longo da fronteira estão ao rubro desde há meses, depois de centenas de milhares de refugiados afegãos no Paquistão terem sido repatriados no ano passado, numa operação que levou a organização Human Rights Watch a acusar Islamabad de coerção, ameaças e abusos.

Desde o encerramento das fronteiras, os comerciantes têm exercido pressões no sentido da sua reabertura, alegando ser esta uma decisão que custou milhões de dólares em ambos os lados da fronteira.

O Governo paquistanês estima que o comércio não documentado entre os dois países exceda os 2,5 mil milhões de dólares anualmente.

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