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Media franceses assumem guerra contra o Google

As empresas de media francesas vão apresentar queixa do Google ao regulador da concorrência, pelo motor de busca se recusar a compensá-los por mostrar os seus conteúdos, desafiando uma lei sobre direitos de autor da União Europeia.

Media franceses assumem guerra contra o Google
Notícias ao Minuto

15:40 - 24/10/19 por Lusa

Tech Google

A APIG, uma aliança que agrupa dezenas de títulos da imprensa nacional e regional, disse numa conferência de imprensa hoje em Paris, que pressionaria o governo francês a agir contra o gigante da Internet nos Estados Unidos.

"Estamos indignados", disse Jean-Michel Baylet, presidente da APIG e presidente-executivo do jornal Depeche du Midi, do sul de França, lembrando que "ninguém pode desrespeitar a lei".

"É isso que o Google está a fazer", lamentou, acrescentando que é "o futuro da imprensa francesa e europeia que está em jogo".

Os media franceses estão a ser forçados pelo Google a deixar que o motor de busca use extratos gratuitos dos seus conteúdos, ou, caso contrário, as suas informações tornar-se-ão menos visíveis ao nível dos resultados das pesquisas e consequentemente o seu tráfego irá diminuir.

A AFP, que não faz parte daquela aliança, está também a preparar-se para notificar a Autoridade da Concorrência francesa, disse hoje a agência de notícias do país.

O Google está a atuar de forma unilateral, apesar da entrada em vigor, hoje, do "direito vizinho", um novo mecanismo que deveria permitir uma melhor partilha das receitas digitais em benefício dos produtores de informação.

A iniciativa do Google, anunciada há um mês, levantou contestação da imprensa e do Governo franceses, que veem nas condições impostas pelo grupo norte-americano uma "afronta inaceitável" e uma "violação da legislação" nacional e europeia.

Em 25 de setembro, o Google afirmou que não iria remunerar as empresas de comunicação social francesas, apesar da entrada em vigor de uma lei que transpõe para o direito francês a reforma europeia do direito de autor, e instaura, como esta prevê, um "direito vizinho" em proveito dos editores da comunicação social e das agências noticiosas.

Mesmo que esta reforma pretenda ajudar a comunicação social a ser paga pelos conglomerados digitais, como a Google e a Facebook, que recebem a maior parte das receitas publicitárias na internet, a Google disse, de imediato, que não ia pagar aos editores.

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