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"Rui Rio não entra no PSD em estado de graça"

A poucos dias do congresso que vai consolidar Rui Rio como o novo presidente do PSD, Fernando Medina aponta aqueles que, considera, são os esclarecimentos que o novo líder social-democrata deve fazer aos seus militantes.

"Rui Rio não entra no PSD em estado de graça"
Notícias ao Minuto

00:02 - 14/02/18 por Patrícia Martins Carvalho 

Política Comentário

“Rui Rio não entra no PSD em estado de graça”. É desta forma que Fernando Medina vê a chegada do antigo autarca portuense ao maior partido de oposição português.

O presidente da Câmara de Lisboa disse, esta terça-feira, nos estúdios da TVI, que Rio entra no partido com “tentativa de condicionamento”, pois o PSD “parece estar mais convencido que vai gerir a derrota pós-2019 [eleições legislativas] do que se está a preparar para a vitória”.

Face ao exposto, Fernando Medina diz que há duas grandes respostas que Rui Rio tem de dar no congresso do próximo fim-de-semana.

A primeira diz respeito à equipa que vai trabalhar consigo, pois a “unidade do partido é um dado essencial para a ação política de Rui Rio que se remeteu ao silêncio e que no meu ver não fez bem”. A segunda prende-se com a clarificação daquela que será a sua linha política e, aqui, o autarca apresenta três cenários possíveis, considerando que um deles passa por “assumir como ponto fundamental o discurso de crítica à governação nas áreas de economia, finanças e sociais”.

No entanto, adverte, é nestes pontos que Rio “terá as maiores dificuldades”, tendo em conta os indicadores económicos que estão francamente positivos.

Outro caminho possível, sugere, pode passar por “escolher outra agenda”, optando então por se focar em temas como a justiça ou a reforma do sistema político e “aqui Rio tem tendência a ter um discurso anti-sistema que é perigoso do ponto de vista de muitos equilíbrios que é preciso manter”.

Por fim, o terceiro cenário a poder ser seguido pelo novo líder do PSD diz respeito a um “caminho de populismo ao estilo do CSD”. “Havendo um tema do dia, teremos o líder do partido a falar todos os dias”, explica, considerando, contudo, que esta não deverá ser uma opção por não estar no “modo de Rui Rio estar na política” que “sempre escolheu posições de confronto público”.

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