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"Por vezes, Marques Mendes é incoerente e contraditório"

O fundador do Clube dos Pensadores considera que políticos condenados por fraude não deviam poder concorrer a eleições, uma ideia sugerida por Luís Marques Mendes no passado domingo. Contudo, para Joaquim Jorge, Marques Mendes é “incoerente e contraditório”.

"Por vezes, Marques Mendes é incoerente e contraditório"
Notícias ao Minuto

11:20 - 24/08/17 por Notícias Ao Minuto

Política Joaquim Jorge

Joaquim Jorge concorda com Marques Mendes relativamente à ideia de que políticos condenados por fraude deviam ser impedidos de concorrer a eleições. No entanto, o fundador do Clube dos Pensadores denuncia a “incoerência” do antigo líder do PSD.

Num texto enviado ao Notícias ao Minuto, o biólogo recorda o caso de Isaltino Morais, quando o ex-autarca e atual candidato à Câmara Municipal de Oeiras foi afastado por Luís Marques Mendes, na altura presidente do PSD, em 2005. Mas, para Joaquim Jorge, o agora comentador “por vezes é incoerente e contraditório”, considerando que também a antiga presidente da Câmara Municipal de Leiria Isabel Damasceno deveria ter sido afastada na altura, devido às suspeitas do seu envolvimento no caso Apito Dourado.

“Verdade seja dita que Marques Mendes, quando foi líder do PSD, estávamos em 2005, utilizou o argumento das investigações, para não escolher Isaltino Morais em Oeiras, mas para ser coerente não deveria ter permitido a escolha de Isabel Damasceno a Leiria”, afirma o fundador do Clube dos Pensadores.

No entanto, Joaquim Jorge considera que impedir políticos condenados por fraude de concorrem a eleições é uma “ideia de louvar”, uma vez que, em tal situação, estes “ficam fortemente diminuídos na sua autoridade, na sua credibilidade e nas condições para o exercício de um cargo político, comprometendo, assim, o prestígio da política e a imagem das instituições”.

Nesse sentido, para o biólogo é incompreensível o facto de esta ideia ainda não ter sido traduzida em lei. “O que me deixa perplexo e pasmado é que não haja uma lei aprovada por todos os partidos com assento na Assembleia da República! Na hora da verdade, não há coragem para avançar”, remata.

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