PSD e CDS tinham objetivos "políticos e financeiros" com venda de Mirós

Deputado comunista congratula-se por exposição estar à disposição dos portugueses, em Serralves.

© Global Imagens
Política Miguel Tiago

O deputado do PCP, Miguel Tiago, considera que está provado que a venda da coleção Miró, que o Governo PSD e CDS tentou vender, não tinha uma finalidade financeira, como alegavam, mas sim objetivos políticos e ideológicos.

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"Em momento algum um governo como aquele podia sequer equacionar abrir as portas da arte ao povo”, critica, lembrando a “longa luta em que o PCP desempenhou um papel absolutamente fundamental” para que as peças de arte não fossem a leilão.

Miguel Tiago considera, ainda, que empresas como a Parvalorem e a Parups “tinham ordens para esconder dos portugueses a existência dessa coleção e para a venderem o quanto antes”.

“O governo e as empresas montaram todo um esquema ilegal de exportação das obras para Inglaterra, onde seriam vendidas em leilão, podendo gerar um retorno de 30 a 50 milhões de euros. O BPN custou ao Estado português qualquer coisa como 6 a 7 mil milhões de euros até este momento e pode chegar a 9 mil milhões segundo algumas estimativas. Facilmente se percebe que os 30 a 50 milhões com que PSD e CDS justificavam a urgência da venda não passam de uns miseráveis 0,05% do valor total da dívida do BPN”, escreve Miguel Tiago no blogue Manifesto 74.

Prova disso, reforça o deputado comunista, é o facto de que empresas de gestão da dívida, como a Arrow Global, "para a qual trabalha Maria Luís Albuquerque, limparam boa parte das dívidas por cobrar no BPN”.

 

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