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"Que o Syriza tenha sucesso. São os únicos que cuidam de Portugal"

Francisco Louçã, fundador do Bloco de Esquerda, afirmou, em entrevista ao Dinheiro Vivo, que a vitória do Syriza na Grécia é uma boa notícia para Portugal (e para a Europa) pois, ao ser o primeiro partido a desafiar a troika e colocar em discussão a renegociação da dívida, está a defender o caso português. O comentador sublinha que Portugal precisa de uma renegociação da dívida externa na ordem dos 200 mil milhões de euros.

"Que o Syriza tenha sucesso. São os únicos que cuidam de Portugal"

Alexis Tsipras já tomou posse como primeiro-ministro da Grécia após a vitória nas eleições legislativas de domingo passado. O seu partido, o Syriza, acordou uma aliança de governo com os nacionalistas Gregos Independentes.

A aliança tem sido descrita por analistas como peculiar, dado que os dois partidos apenas partilham a oposição à 'troika' de credores (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), que acusam de ter provocado uma crise humanitária no país.

É precisamente este compromisso com medidas concretas de antiausteridade que leva Francisco Louçã a acreditar que o Syriza, uma espécie de ‘primo’ do Bloco de Esquerda, pode ter sido a melhor coisa que aconteceu à Europa, mais concretamente, a Portugal.

Em entrevista ao Dinheiro Vivo, o fundador do Bloco de Esquerda, falou nos mil milhões de euros emprestados por Portugal à Grécia, quando recordado pelo entrevistador que uma reestruturação da dívida grega poderá significar a perda de parte desse valor.

“É dinheiro, mas a Grécia não quer reestruturar 100% da dívida. Se tem perdas para o Estado português? Sim. Mas tem uma vantagem enorme que vale muito mais que isso: é que uma reestruturação feita com sucesso e provando que uma economia pode sair da crise, poderá ser aplicada também em Portugal, e Portugal precisa de uma restruturação na ordem dos 200 mil milhões de euros, não de uma pequena parte de mil milhões”, explicou.

“Precisamos disso, caso contrário a troika vai continuar a dizer para cortamos nas pensões”, acrescentou.

Louçã sublinhou que “se a Grécia reestruturar, com as perdas que isso significa no contexto da União Europeia, é a melhor notícia que a Europa pode ter, e permite salvar Portugal” e lembrou que “Portugal fez uma pequena contribuição no primeiro empréstimo à Grécia. Por cada euro de reestruturação dessa dívida, Portugal ganhará muitíssimo mais no dia em que fizer a sua reestruturação”.

“É a primeira vez que os Portugueses têm um governo que os defenda na União Europeia, e esse governo é o de Alexis Tsipras. Portanto, oxalá ele tenha um bom sucesso, porque é a única garantia, são os únicos ministros que na União Europeia cuidam dos portugueses”, declarou Francisco Louçã.

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