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Cotrim diz que "só" a IL tem "transmitido confiança" e recusa "picardias"

Liberal mostrou-se confiante e apelou à inscrição no voto antecipado.

Cotrim diz que "só" a IL tem "transmitido confiança" e recusa "picardias"
Notícias ao Minuto

11:52 - 30/05/24 por Notícias ao Minuto com Lusa

Política IL

O cabeça de lista da Iniciativa Liberal (IL) às Eleições Europeias, João Cotrim de Figueiredo, defendeu, esta quinta-feira, que é "impossível" que o carinho que tem sentido na rua não se traduza num "bom resultado" para o partido, considerando ainda que as outras campanhas "são pouco otimistas" e "confiantes" e recusando voltar a falar em "picardias". 

Em declarações aos jornalistas em Caminha, distrito de Viana do Castelo, o liberal disse fazer um "balanço muito, muito positivo" desta campanha e mostrou-se confiante.

"Acho impossível que este carinho e esta simpatia das pessoas não se traduza num bom resultado para Iniciativa Liberal", frisou.

O candidato ao Parlamento Europeu aproveitou ainda para apelar à inscrição no voto antecipada, que termina hoje.

"As pessoas que estejam impossibilitadas de votar no dia, se querem votar no dia 2, hoje é o último dia para se inscreverem. É o nosso grande adversário nestas eleições, as pessoas que possam estar eventualmente desmotivadas", apelou.

"O projeto europeu vale a pena, vale a pena ir votar", reforçou, tendo sido interrompido pelo líder da IL; Rui Rocha, que aproveitou para dizer que já está inscrito para votar antecipadamente, em Setúbal. 

Interrogado sobre se tem sido difícil convencer os eleitores, Cotrim Figueiredo recusou, apontando que "só a Iniciativa Liberal" tem transmitido "confiança" e "otimismo".

"Nada difícil", respondeu. "Olhamos para as campanhas e todas elas são pouco otimistas, pouco confiantes. Isto não se trata de não reconhecer os problemas graves que a Europa tem - e sabemos que os tem e nós enumeramo-los e, gostando muito do projeto europeu, sabemos as dificuldades que temos de ultrapassar", disse. 

"Essa confiança e esse otimismo eu acho que só a Iniciativa Liberal é que está a transmitir e as pessoa dão-nos um pouco dessa confiança de volta", acrescentou.

Ao mesmo tempo, recusou voltar a entrar em "assuntos de picardias", que, nos últimos dias, têm marcado a campanha, nomeadamente entre a IL e o BE. 

"Não vou voltar a falar de assuntos de picardias, exatamente porque isso distrai daquilo que são os objetivos principais", atirou. 

"Os portugueses já sabem quem é que falou a verdade e quem é que não falou a verdade. Não vou voltar às picardias exatamente porque isso distrai daquilo que são as mensagens principais e as propostas da Iniciativa Liberal para reformar a Europa e para voltar a colocar a Europa no caminho da paz, prosperidade e liberdade", reforçou Cotrim de Figueiredo.

De notar que o BE e a IL têm protagonizado, desde o arranque da campanha, uma troca de argumentos com a IL a considerar aquele partido "eurosonso" e o BE a acusar os liberais de mentirem sobre a sua posição quanto ao conflito na Ucrânia e de utilizar "estratagemas da extrema-direita" na campanha eleitoral.

Questionado sobre se os temas da política nacional não têm estado demasiado presentes nesta campanha às europeias, em 9 de junho, o primeiro da lista da IL considerou natural que isso aconteça porque "há assuntos da agenda nacional que simplesmente não desaparecem".

Sendo, contudo importante, que os candidatos não deixem que esses temas nacionais "infetem toda a campanha eleitoral às europeias".

Partilhando da mesma opinião, Rui Rocha, considerou que a "troca de galhardetes" a que se tem assistido nesta campanha eleitoral "contribui muito pouco para o esclarecimento dos portugueses" sobre o projeto europeu.

"Esta troca de galhardetes, nomeadamente sobre quem é imaturo e quem é que precisa da defesa do presidente do partido contribui muito pouco para o esclarecimento dos portugueses e não traz grande vantagem para o esclarecimento das propostas", entendeu.

Por isso, o liberal vincou que, até ao final das eleições, é preciso que todos se concentrem nas suas propostas europeias, propostas essas que no caso da IL são "bastante diferenciadoras",

A IL acredita no projeto europeu e nas liberdades individuais, económicas e políticas, salientou.

"Da nossa parte temos muito para apresentar aos portugueses nesta campanha, os outros parecem ter pouco e, por isso, estão a perder tempo nestas trocas de galhardetes que eu confesso que não ter grande interesse", atirou à oposição.

Em Portugal, as eleições europeias realizam-se em 09 de junho e serão disputadas por 17 partidos e coligações: AD, PS, Chega, IL, BE, CDU, Livre, PAN, ADN, MAS, Ergue-te, Nova Direita, Volt Portugal, RIR, Nós Cidadãos, MPT e PTP. Serão eleitos 21 deputados.

[Notícia atualizada às 15h05]

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