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"Costa reconheceu que não foram as linhas da PGR. Foi todo o processo"

A antiga líder do Bloco de Esquerda (BE) Catarina Martins comentou entrevista dada pelo primeiro-ministro na TVI/CNN Portugal.

"Costa reconheceu que não foram as linhas da PGR. Foi todo o processo"
Notícias ao Minuto

08:02 - 12/12/23 por Notícias ao Minuto

Política Catarina Martins

A antiga líder do Bloco de Esquerda (BE) Catarina Martins considerou, esta segunda-feira, que "António Costa reconheceu que não foram as cinco linhas" que o levaram a apresentar a sua demissão e à degradação da maioria absoluta, "o maior problema foi todo o processo à sua volta".

"Embora tenha falado daquelas linhas da procuradora-geral da República, reconheceu também que mesmo sem as linhas do comunicado, não teria condições para continuar porque Vítor Escária (seu chefe de gabinete) tinha milhares de euros em notas no próprio gabinete da residência oficial, que é algo inexplicável", frisou Catarina Martins, em comentário no Linhas Vermelhas da SIC Notícias, a propósito da entrevista dada pelo primeiro-ministro na TVI/CNN Portugal.  

E continuou: "Claro que tem direito à presunção de inocência, como toda a gente, mas o primeiro-ministro tem responsabilidades sobre as pessoas de quem o rodeiam e como funciona o seu gabinete".

Segundo a antiga líder do Bloco de Esquerda, "as pessoas que estão à sua volta e estão a ser investigadas são sua escolha".

Catarina Martins afirmou ainda que o primeiro-ministro "reconheceu que os problemas sociais são muitos". "António Costa reconheceu que a degradação da maioria absoluta não é apenas porque numa terça-feira há cinco linhas escritas pela procuradora-geral da República mas que há um país a sofrer com falta de respostas na Saúde, na Habitação, na Educação".

"Falou de todos os problemas, embora eu não tenha registado que tenha explicado porque é que as situações chegaram a este ponto e acaba por dar sempre exemplo de medidas de nicho, com pouco alcance para dizer que se está a fazer alguma coisa em problemas que já abrangem todo o país que o PS deixou aumentar, não quis atuar", rematou.

De recordar que o primeiro-ministro, António Costa, deu uma entrevista na segunda-feira à TVI/ CNN Portugal onde muitas das polémicas que estão 'na ordem do dia' foram tema: nomeadamente o caso de Justiça que o envolve, a sua própria demissão, a sucessão no PS ou até mesmo o caso das gémeas luso-brasileiras tratadas no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Na conversa, começou por defender nem ele próprio está "acima da lei".

Leia Também: "António Costa começa a ser o professor Cavaco Silva do PS"

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