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André Ventura quer "ganhar a rua à esquerda"

André Ventura, reeleito hoje como presidente do Chega, estabeleceu como um dos objetivos do seu mandato "ganhar a rua à esquerda" e advertiu que só os portugueses podem estabelecer "linhas vermelhas" quanto a futuras coligações.

André Ventura quer "ganhar a rua à esquerda"
Notícias ao Minuto

20:57 - 28/01/23 por Lusa

Política CHEGA

"Defino como 2.º grande objetivo do meu mandato ganhar a rua à esquerda em Portugal", afirmou André Ventura, no seu discurso logo depois de conhecidos os resultados da eleição para presidente da Direção Nacional, à qual era candidato único.

"Voltaremos a sair à rua, voltaremos a percorrer cada uma das ruas de Portugal, voltaremos a encher praças e conquistaremos as ruas deste país", afirmou.

Ventura recusou que a esquerda seja "dona da rua", numa alusão ao sindicalismo e às manifestações, e prometeu que o partido não vai ficar fechado no parlamento ou na sede nacional.

"Aquela esquerda que achava que podia dominar as praças e as ruas sabe hoje, e tem medo disso, que tem um adversário à altura", referiu, numa alusão à federação sindical que o partido anunciou, denominada Solidariedade, e que deve estar constituída ainda este ano.

Perante os cerca de 600 delegados à V Convenção Nacional do Chega, Ventura transmitiu a mensagem que tinha passado aos jornalistas ao início da manhã quanto a uma possível solução governativa de futuro.

"Eu quero que todos compreendam que a mensagem que sai deste congresso é uma e só uma: nós queremos ser Governo em Portugal, mas não estamos dispostos a 'geringonças' de direita porque elas nunca funcionaram e connosco também não vão funcionar", salientou, defendendo que, após as próximas eleições legislativas, "a direita terá uma escolha, ou há governo com o Chega ou não há governo de todo".

O líder reeleito indicou que "o mesmo se aplicará a todas as eleições" em que o Chega participar ao longo do seu mandato, salientando que o partido não quer "negociatas escondidas nem falsas geringonças, quer governar".

André Ventura considerou também que "escusam de continuar a falar em linhas vermelhas, azuis ou verdes".

"Para nós há apenas uma entidade que estabelece quais são as linhas vermelhas, e essa entidade não se chama Luís Montenegro [líder do PSD], nem Rui Rocha [líder da IL] nem Augusto Santos Silva [presidente da Assembleia da República], nem António Costa [primeiro-ministro], chama-se povo português e só ele estabelecerá as linhas vermelhas de Portugal e do partido Chega", garantiu.

André Ventura comprometeu-se a, no futuro, ser "a voz dos que perderam a voz" e prometeu "uma luta sem tréguas" contra a corrupção.

"Vamos por quatro anos, unidos, firmes naquilo em que acreditamos, esquecendo egos e ambições de lugares e ambições pessoais, vamos verdadeiramente travar o combate das nossas vidas contra a corrupção", desafiou.

Ventura foi hoje reeleito líder do Chega com 98,3% dos votos, 0,9% votos brancos e 0,8% votos nulos.

Neste que foi o terceiro discurso em menos de 24 horas, desde o início dos trabalhos da convenção na sexta-feira à noite, admitiu ter falhado "nalguns momentos", sem especificar, e garantiu "fazer melhor" daqui para a frente. Aos novos dirigentes, pediu para "darem todos o seu melhor, sem egos, traições e jogos de bastidores".

Quantos aos órgãos nacionais, que serão apresentados esta noite e eleitos no domingo, Ventura não revelou quem vai chamar à sua Direção Nacional, mas adiantou que vai apoiar a lista à Mesa da Convenção encabeçada pelo atual presidente daquele órgão, e deputado, Jorge Galveias, e também a lista ao Conselho de Jurisdição Nacional que terá como primeiro candidato Bernardo Pessanha, que é assessor de comunicação do partido.

Quanto ao Conselho de Auditoria e Controle Financeiro, "continuará a ser presidido por Nelson Raimundo", indicou, adiantando que não vai dar apoio "formal e oficial" a qualquer lista ao Conselho Nacional.

[Notícia atualizada às 21h30]

Leia Também: Ventura reeleito líder do Chega com 98,3%

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