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Rangel agradece a Rio e ataca PS "incapaz de pôr o país a crescer"

Candidato às diretas do PSD discursou na última noite de campanha antes das eleições e agradeceu ao adversário pelo seu percurso político.

Rangel agradece a Rio e ataca PS "incapaz de pôr o país a crescer"

Paulo Rangel discursou esta sexta-feira naquela que é a última noite de campanha antes das eleições diretas do PSD. O candidato disse querer "unir, crescer e vencer no PSD" e ainda agradeceu ao seu adversário Rui Rio pela aprendizagem que conseguiu deste no início do seu percurso político. 

“Se há aqui hoje uma proposta que procura ser credível de visão para o país e de experiência de preparação - para usar uma palavra que o meu adversário tanto gosta – isso também se deve muito a ele [Rui Rio] que foi com ele que se começou esse percurso e foi com ele que começou essa aprendizagem e por isso agradeço muito esse início, essa ignição”, afirmou o candidato. 

Após falar de Rio, Rangel atacou o governo socialista "incapaz de fazer crescer o país" numa conjuntura "sem paralelo" com a de outros governos. 

"O governo socialista, tendo uma conjuntura que mais nenhum teve, a partir de 2015, com a casa arrumada e a situação financeira internacional que não tem paralelo, foi incapaz de pôr o país a crescer", sublinhou.

Rangel afirmou ainda que apesar das críticas relativas ao antigo governo social-democrata, "vale a pena dizer que muito criticaram o período da emigração portuguesa aquando a intervenção da Troika, mas os números não baixaram com o governo socialista, muito pelo contrário, e isso é um sinal de que o PS não foi capaz de reverter esse ponto que era um ponto fundamental". 

Militantes vão decidir entre "alternativa forte" ou "espécie de suplemento" ao PS

O candidato à liderança do PSD Paulo Rangel afirmou ainda ser com "dever cumprido" que encerra a campanha e que cabe agora aos militantes decidir se querem um partido como "alternativa forte" ou uma "espécie de suplemento do PS".

"É com o sentimento de dever cumprido que chegamos aqui hoje", afirmou Paulo Rangel.

Paulo Rangel salientou que sábado, os militantes do PSD vão tomar uma decisão na qual "está em causa uma verdadeira opção estratégica e fundamental".

"Saber se queremos que o PSD seja uma alternativa forte, clara, credível à governação socialista dos últimos seis anos ou seja uma espécie de suplemento do PS em verdadeiro tempo de eleições legislativas", observou.

A escolha dos sociais-democratas será, salientou o candidato à presidência do partido, "clara entre dois caminhos": o do PSD que "se quer afirmar como força liderante por si" ou do que "parte para estas eleições já a dizer que aconteça o que acontecer está de braços abertos para cair no aliciamento socialista". 

Defendendo querer para o país "uma visão alternativa a estes seis anos de declínio, estagnação e paralisia", Paulo Rangel lembrou, dando o exemplo de António Guterres e José Sócrates, que está "na hora de [o PS] ir embora".

"O PS governa sempre em ciclos de seis anos", afirmou, criticando o primeiro-ministro, António Costa, e o Governo socialista "por não ter sido capaz de reduzir a dívida pública", levar o Sistema Nacional de Saúde (SNS) ao "colapso e rutura" e deixar o processo de vacinação contra a covid-19 "derrapar rapidamente" após a extinção da 'task-force' e consequentemente, saída do vice-almirante Gouveia e Melo.

"A degradação da governação é culpa de António Costa e do PS. Não sou dos que os desculpo como faz Rui Rio com a esquerda radical. Eles [socialistas] governaram com a esquerda radical porque escolheram", afirmou.

Rangel disse ainda fazer-lhe "espécie" a abertura do atual líder do PSD e também candidato à presidência do partido para "tudo negociar com o PS depois das eleições", quando António Costa "optou por fazer acordos com o PCP e o BE".

"António Costa rejeitou e sempre com arrogância e frases humilhantes, a colaboração ou os acordos, agora, por milagre, vai aparecer uma versão glico doce de António Costa que é o melhor amigo do PSD", criticou.

Da criação de riqueza à reforma na justiça, passando pela formação profissional, os fundos europeus, a edução e a reforma fiscal, Paulo Rangel defendeu que o país precisa de "uma alternativa de esperança e confiança".

"O PS falhou. Nós não fizemos o que estava ao nosso alcance para mostrar esse fracasso. Agora, diante da proximidade das eleições legislativas, temos de saber se queremos apresentar a alternativa que possa fazer as pessoas sonhar e acreditar numa vida melhor", acrescentou.

Rui Rio e Paulo Rangel disputam no sábado o cargo de presidente do PSD em eleições diretas, depois de uma campanha interna que se transformou numa antecâmara para as legislativas, convocadas a meio do processo eleitoral no PSD.

A campanha foi feita de modo muito diferente pelos dois candidatos: enquanto o eurodeputado Paulo Rangel apostou nos tradicionais encontros por todo o país com militantes, o presidente do PSD anunciou que iria abdicar de fazer campanha como candidato, concentrando-se na oposição ao PS, e recusou debates com o seu opositor, por considerar que só beneficiariam os socialistas.

Cerca de 46.000 militantes do PSD estão em condições de votar nas eleições diretas do próximo sábado, com quatro distritais a concentraram mais de metade dos votos: Porto, Braga (que ultrapassou Lisboa no número de votos potenciais), Área Metropolitana de Lisboa e Aveiro, seguidas pela Madeira, com mais de 2.700 militantes inscritos.

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