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Oeiras: PSD ainda disponível para coligação com CDS. Centristas recusam

Alexandre Poço considera que ainda há tempo para os partidos chegarem a um acordo para formarem uma coligação em Oeiras nas próximas eleições autárquicas. Opinião diferente tem a concelhia do CDS, que não só garante que vai avançar com uma candidatura própria como deixa um alerta aos sociais-democratas.

Oeiras: PSD ainda disponível para coligação com CDS. Centristas recusam
Notícias ao Minuto

19:42 - 15/07/21 por Mafalda Tello Silva

Política Autárquicas

O candidato do PSD à presidência da Câmara Municipal de Oeiras diz que se mantém disponível para formar uma coligação com o CDS nas eleições autárquicas, marcadas para 26 de setembro.

Em declarações ao Notícias ao Minuto, o candidato social-democrata salientou que, "da parte do PSD, esse esforço ainda não terminou" e considerou que ainda há tempo para a realização de conversas entre os partidos. 

"Da minha parte, tenho todo o gosto em ter o CDS, mais pessoas e mais movimentos a apoiar uma coligação liderada por mim. Estou totalmente disponível e com a mesma vontade de fazer essa coligação", vincou. 

Questionado sobre se estavam a decorrer negociações entre sociais-democratas e centristas, Alexandre Poço não quis avançar detalhes, mas disse estar certo que, se os partidos "quiserem que haja uma coligação, saberão as formas de chegar a esse entendimento".

Mas não parece que os centristas estejam disponíveis. Contactado pelo Notícias ao Minuto, Nuno Gusmão, presidente da concelhia de Oeiras do CDS, garantiu que as negociações "já estão fechadas" e que o partido vai apresentar um candidato próprio até dia 30 de julho, a data limite para a formalização das listas. 

Ainda que classificando Alexandre Poço como um "bom candidato", Nuno Gusmão argumentou que, após cerca de dois meses de conversações, o "grande entrave foi da parte da concelhia do PSD", não querendo avançar mais pormenores sobre o caso. 

"Naturalmente", o CDS apresentou propostas e nomes para as listas durante as negociações mas, sublinhou o presidente da concelhia, "a questão dos lugares é mais importante para o PSD do que para o CDS". 

"O PSD em Oeiras tem de decidir se quer continuar ou não a ser uma muleta de Isaltino Morais. Neste momento, arrisca-se a ter o pior resultado de sempre e a não eleger um único vereador, visto que as últimas projeções apontam para 5,5% de votos para o PSD nas urnas, quando em 2017 teve 8,8%", afirmou. 

Questionado sobre se iria ser o candidato escolhido pelo CDS para Oeiras, Nuno Gusmão esclareceu que "ainda não está nada certo", visto que a concelhia ainda está aguardar a confirmação da direção do partido sobre o nome proposto.

"O CDS é um partido autónomo, com posições autónomas e sempre fez uma oposição construtiva e firme na Assembleia Municipal. Oeiras pode sempre contar com o CDS", rematou. 

Recorde-se que, além de Alexandre Poço (PSD), em Oeiras foram já anunciados como candidatos o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, Fernando Curto (PS), o presidente de junta Rui Teixeira (Chega), o atual autarca Isaltino Morais (independente), a ex-jornalista Carla Castelo (movimento de cidadãos independentes Evoluir Oeiras, em coligação com BE, Livre e Volt), André Levy (CDU), Pedro Fidalgo Marques (PAN), Hélder Sá (coligação Viver Ainda Melhor Oeiras da Aliança e PDR)  e um dos fundadores da Iniciativa Liberal (IL) Bruno Mourão Martins.

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