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PS "está em todos os progressos que o país registou"

O secretário-geral adjunto do PS defendeu hoje que este partido "está em todos os progressos que o país registou" desde o 25 de Abril de 1974 e criticou a atual "pressão feita nas redes sociais" sobre as decisões políticas.

PS "está em todos os progressos que o país registou"

"O PS está no cerne da nossa vida coletiva. Está em todos os progressos que o país registou. Mantém a sua liderança por estar sintonizado com as aspirações populares e por saber dosear liberdade com respeito pela individualidade, por procurar o interesse coletivo e por ser eficiente a conciliá-lo com o cuidado pelas aspirações individuais", afirmou José Luís Carneiro, na Assembleia da República.

Numa declaração política, a propósito do 48.º aniversário do PS, fundado em 19 de abril de 1973, o deputado e dirigente socialista destacou os progressos registados desde a instauração da democracia em matéria de mortalidade infantil, alfabetismo e pobreza, de esperança média de vida, alojamento próprio e saneamento e frequência do ensino superior - atribuindo à "ação conjugada da administração local, regional e nacional" a superação destes "atrasos de séculos".

Ressalvando que "falta, naturalmente, avaliar os efeitos da pandemia nestes indicadores", José Luís Carneiro reivindicou também melhorias na "qualidade da democracia", referindo que houve uma "evolução positiva da satisfação com a democracia entre 2015 e 2018, num índice que varia entre 1 e 4, e que em 2018 atingiu em Portugal 2,71, acima da média da União Europeia", e que "a confiança no parlamento nacional aumentou no mesmo período".

"Muito há que fazer, com certeza, mas ter um discurso negacionista sobre estes resultados que mostram que o país tem feito um caminho extraordinário de desenvolvimento é denegrir o esforço e atentar contra a inteligência de todos os portugueses", acrescentou.

Em seguida, o secretário-geral adjunto do PS considerou que atualmente "os valores democráticos estão confrontados com desafios muito exigentes" e criticou o que apelidou de "uma suposta cidadania" que "quer resultados para ontem" e que "faz o escrutínio, 24 sobre 24 horas, sobre as decisões políticas".

"Essa pressão, feita nas redes sociais - onde vive gente bem intencionada - e nas notícias ao segundo, impede o tempo de maturação e de processamento regular das instituições. Dá a ideia de que o tempo da rebelião das massas atua agora nas redes, atua nas perceções. O seu tempo não é o tempo das instituições democráticas", sustentou.

O socialista apelou à promoção de "uma cultura de proximidade, de transparência, de prestação de contas, de envolvimento dos cidadãos, particularmente dos mais jovens, na vida das instituições" e de "um discurso público sério, rigoroso, alicerçado no conhecimento e na razão".

O líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, aproveitou esta ocasião para perguntar ao secretário-geral adjunto do PS se o acordo com os partidos à sua esquerda na anterior legislatura foi "uma afirmação estratégica, firme, orientadora dos seus ideais" ou "apenas e só um hiato temporário, muito conjuntural, em que virou mais à esquerda quando até gostaria de ter estado um bocadinho mais à direita".

José Luís Carneiro não respondeu a esta pergunta, assim como deixou sem resposta observações da deputada do PSD Catarina Rocha Ferreira e do deputado CDS-PP Telmo Correia sobre "desvios" e "fantasmas" na história do PS - que comemorou este aniversário uma semana depois de o seu antigo líder José Sócrates ter sido pronunciado por crimes de enriquecimento ilícito e falsificação de documentos.

Também as críticas da deputada do PAN Bebiana Cunha ao fim dos debates quinzenais, alterações à lei eleitoral autárquica e ao direito de petição não obtiveram resposta por parte do secretário-geral adjunto do PS.

Os deputados únicos da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, e do Chega, André Ventura, contestaram o balanço feito por José Luís Carneiro sobre os progressos do país desde o 25 de Abril e o papel do PS nessa evolução.

"Tudo isso se deve ao PS?", interrogou Cotrim de Figueiredo, que sugeriu que as melhorias registadas em Portugal nesse período ocorreram de forma generalizada por todo o mundo e afirmou que "Portugal merecia e poderia ter feito mais nestes 47 anos", porque ficou atrás de outros países.

André Ventura alegou que Portugal foi "ultrapassado por países como a Estónia e a Letónia" com o PS no Governo e que segundo um inquérito de 2011 "metade dos portugueses entende que o país está pior agora do que antes do 25 de Abril".

"A Revolução do 25 de Abril não seria a que eu gostaria que tivesse ocorrido e a forma como ocorreu", declarou o presidente do Chega.

Dirigindo-se a André Ventura, o secretário-geral adjunto do PS retorquiu: "Não sei em que país viveu e em que país cresceu. Eu sei-lhe dizer, andava eu na quarta classe quando chegou a eletricidade à minha casa".

José Luís Carneiro apontou o trabalho infantil como "o maior crime social que se cometeu no anterior regime" e voltou a enaltecer "o modo como o país se transformou ao longo destes 47 anos".

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