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"Neste momento devemos negociar todas as vacinas disponíveis", defende BE

Coordenadora do Bloco de Esquerda defende que Portugal deve produzir vacinas no país para deixar de estar tão vulnerável e tão dependente do exterior. No entanto, reconhece que para isso "é preciso muito mais investimento" e que isso "leva o seu tempo". Por isso, no imediato, o que se pode fazer é "negociar todas as vacinas disponíveis" com o levantamento das patentes.

"Neste momento devemos negociar todas as vacinas disponíveis", defende BE

A coordenadora do Bloco de Esquerda destacou, na manhã desta quinta-feira, o "trabalho essencial" e "extraordinário" do Laboratório Militar no combate à pandemia, mas também fora desse universo, ao produzir os medicamentos que "já não interessam à indústria farmacêutica e que são fundamentais para quem tem doenças raras e muitas das doenças crónicas". 

Passando o Laboratório Militar a ser Nacional, Catarina Martins defendeu que é preciso "garantir que terá as condições para essa missão reforçada, começando logo pelos recursos humanos".

"Uma estrutura que se provou tão estratégica e que respondeu tão bem às necessidades do país precisa agora de uma decisão política clara do seu reforço. O Laboratório Militar é uma garantia do país numa área tão fundamental como o acesso ao medicamento", assinalou. 

A coordenadora do Bloco de Esquerda disse também estar preocupada com o problema das vacinas, refletindo sobre a "enorme vulnerabilidade" e a "grande dependência externa em muitas áreas da saúde". "Para haver produção de vacinas era necessário muito mais investimento, isso leva o seu tempo", apontou, defendendo que esse caminho deve ser trilhado.

"Achamos que deve ser feito. Portugal deve perceber que não podemos ficar tão vulneráveis e tão dependentes do exterior. Devemos ter mais capacidade instalada". 

Vacina é "bem comum, não deve estar refém de lucros"

No "imediato", acrescentou, "Portugal precisa de fazer mais para aumentar a sua vacinação já. Neste momento devemos já estar a  negociar todas as vacinas disponíveis e sermos claramente uma voz na Europa", acompanhando o manifesto hoje publicado em Portugal "para que haja a coragem de ultrapassar as patentes e de produzir as vacinas".

Catarina Martins frisou que a vacina é um bem comum e que, por isso, não pode estar refém dos lucros das farmacêuticas. "Temos de garantir a universalização da vacina Covid-19, que é a única a forma de ultrapassarmos a pandemia", disse.

AstraZeneca? BE pede que não se crie "alarmismo"

Sobre a posição a tomar relativamente à vacina da AstraZeneca, a coordenadora do BE manifestou "muita confiança" nas instituições de saúde portuguesas, sublinhando que era preferível uma "coordenação europeia" sobre esta matéria. 

Seja como for, tendo em conta os dados da ciência, que apontam para efeitos secundários muito raros, "não se vê por que é que se há de criar alarmismo na população".

"O que pedimos é que se confie na ciência e se oiçam as entidades responsáveis e que não seja criado alarmismo onde ele não deve existir", rematou. 

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