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Rt acima de 1? "Indicadores têm de ser lidos com cautela e prudência"

Fernando Medina considera que o desconfinamento "está a seguir bem aquilo que estava planeado e pré-anunciado de análise de indicadores e de ritmo". O comentador defende ainda que os indicadores do plano não podem ser encarados "de uma forma totalmente absoluta".

Rt acima de 1? "Indicadores têm de ser lidos com cautela e prudência"

Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, defendeu, esta terça-feira, que os indicadores que estabelecem as linhas vermelhas do plano de desconfinamento devem ser analisados com precaução.

"No momento em que o Rt ultrapassa o 1 deve-se fechar o país todo ou não? Estes indicadores têm de ser lidos com cautela, prudência, sem ser de uma forma totalmente absoluta", denotou o socialista, no seu espaço de comentário na TVI24. 

Mais, de acordo com o autarca, mesmo quando municípios passem, a determinado momento, o indicador dos 120 casos por 100 mil habitantes, "não quer dizer que seja preciso recuar de imediato". 

"Enquanto houver controlo das cadeias de transmissão, realização de inquéritos por parte das pessoas infetadas, identificação de possíveis contactos e determinação do isolamento dessa pessoa, não é uma situação alarmante para o desenvolvimento da pandemia. Quando não formos capazes de manter esse rastreio, então, aí sim, há um indicador muito claro de alerta e de risco", argumentou.

Sobre o arranque da segunda fase de desconfinamento do país, Fernando Medina considerou que "está a seguir bem aquilo que estava planeado e pré-anunciado de análise de indicadores e de ritmo". 

Ainda assim, o socialista lembrou que este "é um momento importante de aumento da circulação das pessoas" e alertou que "todas as cautelas são poucas". 

"Estamos a acumular uma segunda fase de desconfinamento (...) e tudo aquilo que acontecer nas próximas semanas vai ditar a entrada ou não na terceira fase de desconfinamento ou a entrada parcelar do país nessa fase", sublinhou. 

O comentador denotou ainda que os fatores de maior risco, neste momento, são: os comportamentos individuais; a predominância da variante inglesa e as situações de contágio nas escolas. 

No entanto, com a aceleração da vacinação contra a Covid-19 no país em "pano de fundo", Fernando Medina acredita que estes riscos podem ser menorizados. 

"É expectável que nos próximos meses a aceleração da vacinação traga um elemento de sinal contrário que é o reforço da proteção. Significa isto uma maior resistência do país e das pessoas à evolução da pandemia", conjeturou. 

O Governo decidiu, na passada quinta-feira, avançar com a segunda fase do plano de desconfinamento. Além das escolas dos 2.º e 3.º ciclos, a partir de ontem voltaram a estar disponíveis as Atividades de Tempos Livres dirigidas a esses estudantes, assim como centros de dia e equipamentos sociais de apoio à deficiência.

As esplanadas também reabriram ao público e no que se refere ao comércio, desde segunda-feira, as lojas com porta para a rua com menos de 200 metros quadrados deixam de ter de vender ao postigo e passam a poder ter as suas portas abertas ao público, para, de acordo com a rotação e as regras da Direção-Geral da Saúde, poderem fazer atendimento presencial dos seus clientes.

Os ginásios também voltam a reabrir, mas ainda sem a possibilidade de aulas em grupo.

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