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Catarina Martins diz que BE "trouxe esquerda à esquerda" nos 22 anos

Em ano de convenção, o BE comemora domingo o 22.º aniversário, mais de duas décadas durante as quais a líder Catarina Martins aponta "vitórias e derrotas" de um partido que "trouxe esquerda à esquerda" e "nunca ficou à espera".

Catarina Martins diz que BE "trouxe esquerda à esquerda" nos 22 anos

Para assinalar a efeméride do partido, cuja assembleia de fundação decorreu em 28 de fevereiro de 1999, o BE tem agendado para hoje, véspera da data, um comício de aniversário com a intervenção de Catarina Martins, um encontro maioritariamente virtual que assinala também o encerramento da conferência autárquica online, que lança o debate destas eleições deste ano.

"Nos últimos 22 anos tivemos vitórias e derrotas. Mas há uma coisa que toda a gente reconhece: sem o Bloco este país seria muito diferente. O Bloco é o partido que nunca ficou à espera", refere, à agência Lusa, a coordenadora do BE.

O partido assinala esta data a poucos meses da Convenção Nacional -- que já devia ter acontecido o ano passado, mas foi adiada devido à pandemia -- e num ano em que se disputam eleições autárquicas, nas quais o BE historicamente não consegue bons resultados.

Esta fase da vida bloquista é também marcada por uma relação tensa com o PS uma vez que, sem geringonça e depois do primeiro orçamento da legislatura e do retificativo terem sido viabilizados pelo BE, as negociações para o Orçamento do Estado para 2021 trouxeram uma rutura com os socialistas e um voto contra no documento.

Catarina Martins elenca algumas das bandeiras pelas quais o partido se bateu "mesmo quando alguns se opunham e outros hesitavam", como direitos LGBT, descriminalização do aborto, combate à violência doméstica ou despenalização da morte medicamente assistida.

"Se há coisa que estes 22 anos nos ensinaram é que pode demorar, pode ser preciso insistir uma e outra vez, mas os avanços pela liberdade acabam sempre por vencer", defende.

Na perspetiva da líder bloquista, "mesmo quando alguns acham que é no mal menor que se vence a crise", o BE lutou pelo salário, pela pensão, pelas escolas e pelos hospitais públicos, sem hesitações, assegura, na defesa dos trabalhadores precários, na proteção do SNS e na justiça fiscal.

"Se a elite económica anda há 22 anos incomodada com o Bloco é porque fizemos o nosso trabalho", afirma.

As mais de duas décadas de história, de acordo com a líder bloquista, provam que o partido "trouxe esquerda à esquerda".

"Nem sempre foi fácil, mas tenho um orgulho enorme neste caminho", conclui.

Na domingo passam 22 anos desde o nascimento do BE, uma nova força política que resultou em grande parte da união entre três partidos, entretanto já extintos: Partido Socialista Revolucionário (PSR), União Democrática Popular (UDP) e Política XXI.

Francisco Louçã, Luís Fazenda, Miguel Portas e Fernando Rosas foram os rostos mais visíveis da formação do Bloco.

Leia Também: BE quer reduzir prazos de garantia para aceder a subsídio de desemprego

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