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PSD lamenta "estranhas crises políticas", sem falar em Centeno

O PSD lamentou hoje que o país esteja a viver "estranhas crises políticas" em plena crise sanitária e social, mas sem se referir diretamente ao ministro das Finanças, que não foi diretamente visado no arranque do debate parlamentar.

PSD lamenta "estranhas crises políticas", sem falar em Centeno

Passada quase uma hora do debate dos Programas de Estabilidade e Nacional de Reformas, Mário Centeno mantém-se no centro da bancada do Governo, mas ainda sem intervir, e também os vários partidos optaram por não abordar nas primeiras perguntas a polémica sobre a recente injeção de capitais públicos no Novo Banco e que levou a uma reunião do ministro das Finanças com o primeiro-ministro, na quarta-feira à noite.

Se o deputado do PSD Nuno Carvalho tinha lançado uma 'farpa', dizendo que os verdadeiros "craques da economia" são os investidores privados e não qualquer ministro, o ex-líder parlamentar do PSD Fernando Negrão foi um pouco mais longe.

"Inesperadamente e em plena pandemia, o país vive um problema aparentemente recente que nos deve obrigar a exigir sentido de responsabilidade e maturidade. A situação grave que o país atravessa não se compadece com estranhas crises políticas", avisou.

"A última coisa de que precisamos é que, quem hoje tem responsabilidades políticas, não esteja à altura do dramático momento que os portugueses vivem", afirmou, sem, no entanto, nunca se referir a Mário Centeno.

Apenas o ministro do Planeamento, Nelson Souza, se referiu ao ministro de Estado e das Finanças quando, ao responder aos deputados, disse que teria ainda de guardar tempo para a sua intervenção, dispondo o Governo ainda de 13 minutos para participar no debate.

Na sua intervenção, Negrão alertou o Governo para problemas como o aumento da violência doméstica, a situação dos "idosos negligenciados" ou os problemas com a proteção das crianças neste período de pandemia.

"É tempo de o Governo não falhar, sob pena de um manto de miséria atingir cada vez mais pessoas", avisou, pedindo um programa de emergência social.

Na fase de perguntas ao ministro do Planeamento, que abriu o debate, a deputada o BE Isabel Pires avisou que "as respostas que valeram no passado, não pode valer para esta crise.

"As propostas apresentadas por Bruxelas são dar uma mão e tirar com a outra", disse.

Também Duarte Alves, pelo PCP, considerou que a atual pandemia sublinhou que "o projeto europeu é tudo menos um projeto de solidariedade" e lamentou que as únicas respostas de Bruxelas sejam "empurrar os Estados para o endividamento".

Na resposta, Nelson Souza assegurou que o Governo está "lutar" para que esse apoio europeu venha, na sua maior parte, a fundo perdido "e não através de instrumentos financeiros de outra natureza".

O ministro assegurou, em resposta ao PSD, que o executivo irá continua a "promover o investimento público como instrumento fundamental para animar a economia", dizendo ser "completamente errado" em tempos de crise "ter vistas curtas" de separar interesses privados de interesses públicos.

O deputado e porta-voz do PAN, André Silva, questionou o ministro sobre a iniciativa de digitalização das escolas, alertando que ainda existem 50.000 alunos sem acesso a computadores e Internet e recebeu de Nelson de Souza a garantia de que a prioridade nesta matéria será resolver "situações de marginalização", seja por razões económicas ou de localização no território.

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